UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Com o objetivo de reduzir a taxa de transmissão vertical, vários esforços são realizados durante o pré-natal, o intraparto e a amamentação. A importância do estudo do HIV (vírus da imunodeficiência adquirida), na gravidez, reside no esforço de reduzir as taxas de transmissão vertical, a qual pode ocorrer via transplacentária, intraparto ou amamentação. Sabe-se que a carga viral elevada é importante fator de risco para a transmissão vertical. Assim, gestantes com HIV
Gestante HIV com carga viral indetectável (>34 semanas) pode ter parto vaginal, minimizando riscos de transmissão vertical.
A principal estratégia para reduzir a transmissão vertical do HIV é o controle da carga viral materna. Se a gestante com HIV tiver carga viral indetectável (geralmente <50 cópias/mL) após 34 semanas de gestação, o parto vaginal pode ser considerado, pois o risco de transmissão é muito baixo e comparável ao da cesariana eletiva. A cesariana é indicada para cargas virais detectáveis ou desconhecidas.
A transmissão vertical do HIV, que pode ocorrer durante a gestação, parto ou amamentação, é um dos principais desafios na saúde materno-infantil. O Brasil tem um programa robusto para a prevenção dessa transmissão, com foco no diagnóstico precoce da gestante, início da terapia antirretroviral (TARV) e manejo adequado do parto e pós-parto. A carga viral materna é o principal preditor do risco de transmissão. A fisiopatologia da transmissão vertical está ligada à exposição do feto ao sangue materno e secreções cervicovaginais durante o parto, e ao vírus presente no leite materno. A TARV durante a gestação é fundamental para suprimir a carga viral materna, reduzindo significativamente o risco. O acompanhamento pré-natal deve incluir a monitorização regular da carga viral. A escolha da via de parto é crucial. Para gestantes com carga viral indetectável (geralmente <50 cópias/mL) após 34 semanas de gestação, o parto vaginal pode ser seguro, pois o risco de transmissão é mínimo. Nesses casos, a cesariana eletiva não oferece benefício adicional e expõe a mulher aos riscos de uma cirurgia. No entanto, se a carga viral for detectável (>50 cópias/mL) ou desconhecida, a cesariana eletiva é indicada para reduzir a exposição do feto. A profilaxia intraparto com zidovudina endovenosa é recomendada em casos de carga viral detectável ou desconhecida, e em algumas situações de parto vaginal com carga viral indetectável, dependendo das diretrizes locais. A amamentação é contraindicada para todas as mães com HIV, devendo-se orientar a inibição da lactação e o uso de fórmula infantil.
O parto vaginal é permitido para gestantes com HIV quando a carga viral é indetectável (geralmente <50 cópias/mL) após a 34ª semana de gestação, e não há outras contraindicações obstétricas.
A carga viral é o principal fator determinante do risco de transmissão vertical. Cargas virais indetectáveis reduzem drasticamente o risco, permitindo opções de parto menos invasivas, enquanto cargas detectáveis indicam a necessidade de cesariana eletiva.
Mães com HIV não devem amamentar, independentemente da carga viral, devido ao risco de transmissão do vírus pelo leite materno. A inibição da lactação deve ser realizada com medidas farmacológicas ou não farmacológicas.
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