PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Gestante de 32 anos, G3P1A1, com diagnóstico prévio de infecção pelo HIV, idade gestacional de 37 semanas e 3 dias, é atendida na maternidade com queixa de contrações uterinas. Informa ótima adesão à terapia antirretroviral e a contagem da carga virai realizada com 34 semanas de gravidez estava indetectável. Ao exame físico, PA: 130x80mmHg, medida do fundo uterino 34cm, presença de 3 contrações de 30 segundos em 10 minutos, batimentos cardíacos fetais de 148bpm, feto cefálico. Ao toque vaginal, dilatação cervical de 3 cm, bolsa íntegra, pólo cefálico no plano -1 de De Lee. Considerando as recomendações vigentes do Ministério da Saúde do Brasil, qual conduta MAIS ADEQUADA para este caso:
Gestante HIV+ com carga viral indetectável (>34 semanas) → parto vaginal possível, AZT IV não é necessário.
Em gestantes HIV positivas com carga viral indetectável (abaixo de 50 cópias/mL ou <1000 cópias/mL, dependendo da diretriz) após 34 semanas de gestação e boa adesão à TARV, o parto vaginal é seguro e a profilaxia com zidovudina intravenosa durante o trabalho de parto não é indicada, conforme as diretrizes atuais.
A prevenção da transmissão vertical (TV) do HIV é um pilar fundamental no cuidado pré-natal de gestantes soropositivas. As diretrizes atuais do Ministério da Saúde do Brasil enfatizam a importância da terapia antirretroviral (TARV) combinada para todas as gestantes HIV+, independentemente da contagem de CD4 ou carga viral, visando suprimir a replicação viral e reduzir o risco de TV. O manejo do parto é uma etapa crucial nessa prevenção. A decisão sobre a via de parto (vaginal ou cesariana) é baseada principalmente na carga viral materna próxima ao termo. Se a carga viral for indetectável (geralmente < 50 cópias/mL ou < 1000 cópias/mL, dependendo da diretriz local) após a 34ª semana de gestação e a paciente tiver boa adesão à TARV, o parto vaginal é considerado seguro e pode ser acompanhado. Nesses casos, a profilaxia com zidovudina (AZT) intravenosa durante o trabalho de parto não é necessária. A cesariana eletiva é indicada quando a carga viral é > 1000 cópias/mL ou desconhecida. Durante o trabalho de parto vaginal, deve-se evitar procedimentos invasivos como amniotomia precoce, uso de eletrodo no couro cabeludo fetal ou coleta de sangue fetal, para minimizar a exposição do feto ao sangue materno. Após o nascimento, o recém-nascido de mãe HIV+ deve receber profilaxia antirretroviral específica, e a amamentação é contraindicada.
O parto vaginal é indicado para gestantes HIV positivas que apresentem carga viral indetectável (geralmente < 50 ou < 1000 cópias/mL) após a 34ª semana de gestação e boa adesão à terapia antirretroviral.
Não. A zidovudina intravenosa é recomendada para gestantes com carga viral > 1000 cópias/mL ou desconhecida. Em casos de carga viral indetectável, sua administração não é necessária.
Os principais fatores incluem o uso de terapia antirretroviral eficaz durante a gestação, o monitoramento da carga viral, a escolha adequada da via de parto e a profilaxia pós-exposição do recém-nascido.
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