Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2025
Uma mulher HIV positiva, com carga viral indetectável, está em trabalho de parto. Qual é a via de parto recomendada?
Gestante HIV com carga viral indetectável (< 1000 cópias/mL) no final da gestação → parto vaginal espontâneo é a via de parto recomendada.
A recomendação da via de parto para gestantes HIV positivas depende da carga viral. Com carga viral indetectável (geralmente < 1000 cópias/mL) a partir da 34ª semana, o risco de transmissão vertical é baixo, e o parto vaginal espontâneo é seguro e recomendado. A cesariana eletiva é reservada para casos de carga viral detectável ou desconhecida, ou para indicações obstétricas habituais.
A prevenção da transmissão vertical (TV) do HIV é um dos grandes sucessos da medicina moderna. A gestante HIV positiva deve iniciar a terapia antirretroviral (TARV) o mais precocemente possível na gestação para suprimir a carga viral. O objetivo é que a carga viral esteja indetectável (< 1000 cópias/mL) no terceiro trimestre, especialmente a partir da 34ª semana, pois este é o fator mais importante na determinação do risco de TV e na escolha da via de parto. Quando a gestante apresenta carga viral indetectável no final da gestação, o risco de transmissão vertical é muito baixo, e o parto vaginal espontâneo é a via de parto recomendada. Não há benefício adicional na realização de cesariana eletiva nesses casos. Durante o trabalho de parto vaginal, deve-se evitar procedimentos que possam aumentar a exposição do feto ao sangue materno, como amniotomia precoce ou uso de fórceps, a menos que clinicamente indicados. Por outro lado, se a carga viral for detectável (> 1000 cópias/mL) ou desconhecida no final da gestação, a cesariana eletiva é indicada para reduzir o risco de transmissão vertical. Em ambos os cenários, a profilaxia antirretroviral para o recém-nascido é essencial e deve ser iniciada nas primeiras horas de vida, conforme os protocolos vigentes, para garantir a máxima proteção contra a infecção pelo HIV.
A principal meta é manter a carga viral da gestante indetectável através da terapia antirretroviral (TARV) durante toda a gestação, parto e puerpério, e realizar a profilaxia pós-exposição no recém-nascido. Isso reduz drasticamente o risco de transmissão vertical.
A cesariana eletiva é indicada para gestantes HIV positivas que apresentem carga viral detectável (geralmente > 1000 cópias/mL) ou desconhecida a partir da 34ª semana de gestação, com o objetivo de reduzir o risco de transmissão vertical durante o trabalho de parto.
Para gestantes com carga viral indetectável (< 1000 cópias/mL) a partir da 34ª semana, o parto vaginal espontâneo é a via de parto recomendada. Deve-se evitar procedimentos invasivos como amniotomia precoce, uso de eletrodo no couro cabeludo fetal e fórceps, se possível, para minimizar a exposição do feto ao sangue materno.
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