FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2024
A taxa de transmissão vertical do HIV gira em torno de 30% se não há intervenção. Após intervenção, é possível reduzi-la para 2 a 4%. Qual das condutas a seguir tem se mostrado eficaz?
Prevenção transmissão vertical HIV → TARV eficaz na gestante, cesariana eletiva (se CV alta) e AZT para RN.
A estratégia mais eficaz para reduzir a transmissão vertical do HIV é a terapia antirretroviral (TARV) combinada e potente para a gestante, que visa suprimir a carga viral materna. Regimes modernos, como lamivudina + tenofovir + raltegravir, são altamente eficazes e seguros na gestação.
A transmissão vertical (TV) do HIV, da mãe para o filho, é a principal via de infecção pediátrica pelo vírus. Sem intervenção, a taxa de TV pode chegar a 30%, mas com as estratégias atuais, é possível reduzi-la para 2-4%. A prevenção da TV é um pilar fundamental da saúde materno-infantil e um tópico de grande relevância em provas de residência médica. A pedra angular da prevenção da TV é a terapia antirretroviral (TARV) combinada e potente para a gestante. O objetivo é suprimir a carga viral materna a níveis indetectáveis, reduzindo drasticamente o risco de transmissão. Regimes modernos, como a combinação de lamivudina, tenofovir e raltegravir, são altamente eficazes e seguros durante a gestação, sendo recomendados pelos protocolos atuais. O início precoce da TARV é crucial, idealmente antes da concepção ou no primeiro trimestre. Outras intervenções importantes incluem a avaliação da via de parto (cesariana eletiva se carga viral detectável ou desconhecida), a profilaxia antirretroviral para o recém-nascido (geralmente com AZT oral por 4 a 6 semanas, podendo ser associado a outras drogas em casos de alto risco) e a contraindicação do aleitamento materno. O rastreamento universal do HIV em gestantes é essencial para identificar as mulheres infectadas e iniciar as intervenções profiláticas o mais rápido possível.
A principal estratégia é a terapia antirretroviral (TARV) combinada e potente para a gestante, visando a supressão da carga viral materna, idealmente antes da concepção ou o mais cedo possível na gestação.
Não, o aleitamento materno é contraindicado para mães com HIV em países onde há acesso a fórmulas infantis seguras, devido ao risco de transmissão do vírus pelo leite materno.
A cesariana eletiva é indicada para gestantes com HIV que apresentam carga viral detectável (geralmente >1.000 cópias/mL) ou desconhecida próximo ao termo, para reduzir o risco de transmissão durante o parto vaginal.
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