UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Primigesta, 20 anos, gestação de 39 semanas e 4 dias, com pré-natal sem intercorrências e últimas sorologias realizadas com 30 semanas de gestação, negativas. É admitida na maternidade com 8 cm de dilatação, bolsa íntegra, dinâmica efetiva, BCF: 130 bpm. O teste rápido HIV foi positivo. A conduta correta é:
HIV positivo em trabalho de parto: iniciar AZT IV, manter bolsa íntegra, aguardar evolução obstétrica se sem contraindicações.
Em gestante com teste rápido HIV positivo durante o trabalho de parto, a conduta imediata é iniciar AZT endovenoso para a mãe. Se o trabalho de parto estiver avançado e a bolsa íntegra, o parto vaginal pode ser permitido, monitorando a evolução obstétrica e evitando procedimentos invasivos.
A transmissão vertical do HIV (TV-HIV) é a principal via de infecção em crianças e pode ocorrer durante a gestação, parto ou amamentação. A profilaxia da TV-HIV é um pilar fundamental do pré-natal e manejo do parto, visando reduzir as taxas de transmissão para menos de 2%. O diagnóstico precoce do HIV na gestação e o início da terapia antirretroviral (TARV) são cruciais. Em gestantes com teste rápido HIV positivo durante o trabalho de parto, mesmo com sorologias prévias negativas, a conduta imediata é iniciar a profilaxia com AZT endovenoso para a mãe. A decisão sobre o tipo de parto é guiada pela carga viral materna e pela evolução obstétrica. Se a carga viral for desconhecida ou >1000 cópias/mL, a cesariana eletiva é preferível. No entanto, se a paciente já estiver em trabalho de parto avançado (dilatação > 4 cm) com bolsa íntegra e sem outras indicações obstétricas para cesariana, o parto vaginal pode ser permitido, mantendo a bolsa íntegra o máximo possível e evitando procedimentos invasivos. O recém-nascido de mãe HIV positiva deve receber profilaxia antirretroviral pós-exposição e não deve ser amamentado.
O teste rápido de HIV no trabalho de parto é crucial para identificar gestantes soropositivas não diagnosticadas ou com sorologia desconhecida, permitindo a implementação imediata de medidas profiláticas para reduzir o risco de transmissão vertical ao recém-nascido.
O AZT endovenoso é indicado para gestantes HIV positivas durante o trabalho de parto, especialmente se a carga viral for desconhecida ou >1000 cópias/mL, ou se não houve uso adequado de antirretrovirais no pré-natal, para reduzir a transmissão vertical.
A decisão sobre o tipo de parto depende da carga viral materna. Se a carga viral for indetectável ou <1000 cópias/mL, o parto vaginal pode ser seguro. Se a carga viral for >1000 cópias/mL, a cesariana eletiva é recomendada. No trabalho de parto avançado, o parto vaginal pode ser permitido com AZT IV e bolsa íntegra.
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