SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2022
Magda foi diagnosticada com HIV aos 19 anos e desde então faz acompanhamento regular com sua equipe de atenção primária, tendo se mantido desde o início da terapia antirretroviral (TARV) sempre indetectável. Com o apoio e supervisão da equipe engravidou pela primeira vez agora, aos 34 anos, e vem realizando pré-natal sem qualquer intercorrência, mantendo uso regular da TARV e carga viral (CV) sempre indetectável. Considerando o final da gestação, Magda tem algumas dúvidas sobre o acompanhamento final, parto e primeiros cuidados com o bebê em relação à possibilidade de exposição ao HIV. Assinale a alternativa correta:
HIV gestante com CV indetectável → parto vaginal possível, AZT intraparto NÃO indicado, amamentação CONTRAINDICADA.
Em gestantes com HIV e carga viral indetectável (abaixo de 1000 cópias/mL) a partir da 34ª semana, a via de parto pode ser vaginal e a zidovudina (AZT) intraparto não é indicada. No entanto, a amamentação é sempre contraindicada devido ao risco residual de transmissão.
A transmissão vertical do HIV é um desafio significativo na saúde pública, mas avanços na terapia antirretroviral (TARV) e no manejo pré-natal têm reduzido drasticamente sua incidência. O acompanhamento rigoroso da gestante HIV positiva, incluindo a adesão à TARV e o monitoramento da carga viral, é fundamental para garantir a saúde materna e prevenir a transmissão ao bebê. A decisão sobre a via de parto e a profilaxia intraparto e neonatal são baseadas na carga viral materna no final da gestação. Para gestantes com carga viral indetectável (abaixo de 1000 cópias/mL) a partir da 34ª semana, o parto vaginal é uma opção segura, e a zidovudina (AZT) intraparto não é necessária. No entanto, se a carga viral for detectável ou desconhecida, a cesariana eletiva e o uso de AZT intraparto são indicados. Após o nascimento, todos os recém-nascidos expostos ao HIV devem receber profilaxia antirretroviral, geralmente com AZT por 4 a 6 semanas, dependendo do risco de transmissão. Um ponto crucial é a contraindicação absoluta da amamentação para mães HIV positivas, mesmo com carga viral indetectável, devido ao risco de transmissão pelo leite materno. A educação e o suporte à gestante são essenciais para garantir a adesão às recomendações e otimizar os resultados para mãe e bebê.
A cesariana eletiva é indicada para gestantes com HIV e carga viral acima de 1000 cópias/mL ou desconhecida após 34 semanas, para reduzir o risco de transmissão vertical.
A zidovudina (AZT) intraparto é indicada para gestantes com HIV e carga viral acima de 1000 cópias/mL ou desconhecida, independentemente da via de parto.
Não, a amamentação é contraindicada para mães com HIV, mesmo com carga viral indetectável, devido ao risco residual de transmissão do vírus pelo leite materno.
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