Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020
Em relação à transmissão vertical da hepatite B, é correto afirmar:
RN de mãe com HBV → Vacina + IGHAHB nas primeiras 12h de vida para profilaxia da transmissão vertical.
A transmissão vertical da hepatite B é um risco significativo. Recém-nascidos de mães HBsAg-positivas devem receber imunoglobulina humana anti-HBV (IGHAHB) e a primeira dose da vacina contra hepatite B nas primeiras 12 horas de vida para prevenir a infecção crônica.
A transmissão vertical da hepatite B (HBV) é uma das principais formas de propagação da infecção crônica pelo vírus, especialmente em regiões de alta endemicidade. A infecção adquirida no período perinatal é particularmente preocupante, pois a maioria dos recém-nascidos infectados se torna portadora crônica do vírus, com alto risco de desenvolver cirrose e carcinoma hepatocelular na vida adulta. O risco de transmissão vertical é maior quando a mãe é HBsAg e HBeAg positiva, e também em casos de infecção aguda materna no terceiro trimestre de gravidez, podendo atingir até 90% sem intervenção. A profilaxia pós-exposição para o recém-nascido é crucial e consiste na administração da imunoglobulina humana anti-HBV (IGHAHB) e da primeira dose da vacina contra hepatite B nas primeiras 12 horas de vida, em locais anatômicos diferentes. Essa estratégia combinada oferece imunidade passiva imediata e imunidade ativa de longo prazo, sendo altamente eficaz na prevenção da infecção crônica. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam cientes da importância do rastreamento universal para HBV em gestantes e da aplicação rigorosa do protocolo de profilaxia neonatal para reduzir a carga global da hepatite B crônica.
Recém-nascidos de mães HBsAg-positivas devem receber a imunoglobulina humana anti-HBV (IGHAHB) e a primeira dose da vacina contra hepatite B nas primeiras 12 horas de vida, em locais anatômicos diferentes.
A profilaxia combinada oferece imunidade passiva imediata (IGHAHB) e ativa de longo prazo (vacina), sendo altamente eficaz na prevenção da infecção crônica pelo HBV em recém-nascidos expostos.
O risco de transmissão vertical é maior quando a mãe adquire infecção aguda no terceiro trimestre ou no período periparto, podendo chegar a 50-90% se não houver profilaxia adequada.
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