IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022
Com base nos critérios definidos pelo Protocolo brasileiro para infecções sexualmente transmissíveis de 2020: hepatites virais, que contempla as atuais diretrizes do Ministério da Saúde para a assistência de gestantes com hepatites, assinale a alternativa correta.
Transmissão vertical HBV ↑ com carga viral e HBeAg positivo no parto.
A transmissão vertical da hepatite B é um risco significativo, especialmente quando a gestante apresenta alta carga viral e positividade para o HBeAg no momento do parto. A profilaxia adequada do recém-nascido é crucial para prevenir a infecção.
As hepatites virais na gestação representam um desafio de saúde pública devido ao risco de transmissão vertical e complicações materno-fetais. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Hepatites Virais do Ministério da Saúde de 2020 estabelece as diretrizes para o manejo dessas infecções em gestantes. A transmissão vertical da hepatite B (HBV) é a principal via de infecção em áreas endêmicas e é fortemente influenciada pela carga viral materna e pela presença do antígeno HBeAg no momento do parto. Mães HBeAg positivas têm um risco de transmissão de 70-90%, enquanto HBeAg negativas têm risco de 10-20%. A infecção é mais comum no terceiro trimestre e no parto, não sendo a via placentária no primeiro trimestre a mais frequente. O rastreamento universal do HBsAg em todas as gestantes é mandatório no pré-natal, independentemente do histórico vacinal, para identificar as portadoras e permitir a profilaxia do recém-nascido com vacina e imunoglobulina. A vacinação contra hepatite C não existe, e o rastreamento universal para hepatite A em gestantes não é recomendado.
O risco de transmissão vertical da hepatite B é significativamente maior quando a gestante apresenta alta carga viral do HBV e é positiva para o antígeno HBeAg, especialmente no terceiro trimestre e no momento do parto. A infecção aguda materna durante a gestação também eleva o risco.
Todos os recém-nascidos de mães HBsAg positivas devem receber a vacina contra hepatite B e a imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHB) nas primeiras 12 horas de vida. Essa profilaxia combinada é altamente eficaz na prevenção da transmissão vertical.
Sim, o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento universal da hepatite B em todas as gestantes durante o pré-natal, através da pesquisa do HBsAg. Isso permite identificar as portadoras e instituir as medidas preventivas para o recém-nascido, independentemente do histórico vacinal.
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