Hepatite B na Gestação: Transmissão Vertical e Fatores de Risco

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022

Enunciado

Com base nos critérios definidos pelo Protocolo brasileiro para infecções sexualmente transmissíveis de 2020: hepatites virais, que contempla as atuais diretrizes do Ministério da Saúde para a assistência de gestantes com hepatites, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A transmissão vertical da hepatite B é influenciada pela carga viral e pela positividade do antígeno e da hepatite B (HBeAg) no momento do parto.
  2. B) A informação vacinal prévia exclui a necessidade de verificação se a gestante for portadora de hepatite B durante o acompanhamento pré-natal.
  3. C) O risco de transmissão vertical da hepatite B é maior quando a infecção é adquirida no primeiro trimestre, pois a transmissão via placentária é frequente.
  4. D) Em 2020, o Ministério da Saúde incorporou o rastreamento universal da hepatite A em gestantes durante o pré-natal, medida que deve ser estimulada.
  5. E) Para as pacientes suscetíveis, a vacinação contra o vírus da hepatite C deve ser realizada durante a gestação.

Pérola Clínica

Transmissão vertical HBV ↑ com carga viral e HBeAg positivo no parto.

Resumo-Chave

A transmissão vertical da hepatite B é um risco significativo, especialmente quando a gestante apresenta alta carga viral e positividade para o HBeAg no momento do parto. A profilaxia adequada do recém-nascido é crucial para prevenir a infecção.

Contexto Educacional

As hepatites virais na gestação representam um desafio de saúde pública devido ao risco de transmissão vertical e complicações materno-fetais. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Hepatites Virais do Ministério da Saúde de 2020 estabelece as diretrizes para o manejo dessas infecções em gestantes. A transmissão vertical da hepatite B (HBV) é a principal via de infecção em áreas endêmicas e é fortemente influenciada pela carga viral materna e pela presença do antígeno HBeAg no momento do parto. Mães HBeAg positivas têm um risco de transmissão de 70-90%, enquanto HBeAg negativas têm risco de 10-20%. A infecção é mais comum no terceiro trimestre e no parto, não sendo a via placentária no primeiro trimestre a mais frequente. O rastreamento universal do HBsAg em todas as gestantes é mandatório no pré-natal, independentemente do histórico vacinal, para identificar as portadoras e permitir a profilaxia do recém-nascido com vacina e imunoglobulina. A vacinação contra hepatite C não existe, e o rastreamento universal para hepatite A em gestantes não é recomendado.

Perguntas Frequentes

Quais fatores aumentam o risco de transmissão vertical da hepatite B?

O risco de transmissão vertical da hepatite B é significativamente maior quando a gestante apresenta alta carga viral do HBV e é positiva para o antígeno HBeAg, especialmente no terceiro trimestre e no momento do parto. A infecção aguda materna durante a gestação também eleva o risco.

Qual a conduta para o recém-nascido de mãe com hepatite B?

Todos os recém-nascidos de mães HBsAg positivas devem receber a vacina contra hepatite B e a imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHB) nas primeiras 12 horas de vida. Essa profilaxia combinada é altamente eficaz na prevenção da transmissão vertical.

O rastreamento universal da hepatite B é recomendado no pré-natal?

Sim, o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento universal da hepatite B em todas as gestantes durante o pré-natal, através da pesquisa do HBsAg. Isso permite identificar as portadoras e instituir as medidas preventivas para o recém-nascido, independentemente do histórico vacinal.

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