Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
As hepatites virais são doenças que provocam inflamação do fígado e nem sempre apresentam sintomas. No Brasil, são causadas mais comumente pelos vírus A, B, C ou D. Existe ainda o vírus E, com predominância na África e na Ásia. Representam um problema de saúde pública de grande importância, pois é significativo o número de pessoas atingidas e não identificadas. Em relação às hepatites virais é correto afirmar que:
Transmissão vertical de hepatite B é a mais comum no parto; vacinação do RN é universal, não apenas para mães positivas.
A transmissão vertical das hepatites virais, especialmente a B, é um problema de saúde pública. A hepatite B tem um risco significativo de transmissão da mãe para o filho durante o parto, o que justifica a vacinação universal do recém-nascido nas primeiras 12-24 horas de vida, independentemente do status sorológico materno. A hepatite C também pode ter transmissão vertical, mas com menor frequência.
As hepatites virais representam um grave problema de saúde pública global, com milhões de pessoas afetadas. No Brasil, os vírus A, B, C e D são os mais prevalentes, enquanto o vírus E é mais comum na África e Ásia. A compreensão das vias de transmissão é fundamental para a prevenção e controle dessas doenças, especialmente no contexto da residência médica, onde o residente frequentemente lidará com gestantes, recém-nascidos e pacientes com risco de exposição. A fisiopatologia das hepatites envolve a inflamação do fígado, que pode variar de assintomática a quadros graves de insuficiência hepática. As vias de transmissão são distintas para cada tipo viral. Enquanto as hepatites B, C e D são transmitidas por sangue, fluidos corporais e via vertical, a hepatite E, assim como a A, tem transmissão fecal-oral. A transmissão vertical é particularmente importante para a hepatite B, com alto risco de cronicidade no recém-nascido se não houver profilaxia adequada. O diagnóstico precoce e a triagem em gestantes são essenciais. Em relação ao tratamento e prevenção, a vacinação contra hepatite B é universal para todos os recém-nascidos nas primeiras 12-24 horas de vida, independentemente do status sorológico materno, seguida de doses subsequentes conforme o calendário. Em casos de mães HBsAg positivas, o recém-nascido deve receber também a imunoglobulina anti-hepatite B (HBIG) nas primeiras horas. O HBeAg reagente na mãe indica alta infectividade e maior risco de transmissão vertical. Para hepatite C, não há vacina, e a prevenção da transmissão vertical foca na identificação e tratamento da gestante, embora o risco de transmissão seja menor que na hepatite B.
As hepatites B, C e D são transmitidas principalmente por via parenteral (sangue e fluidos corporais), sexual e vertical (mãe-filho). A hepatite E, por outro lado, é transmitida predominantemente por via fecal-oral, semelhante à hepatite A, e não pelo sangue.
A vacinação universal contra Hepatite B no recém-nascido é crucial para prevenir a transmissão vertical e horizontal precoce, que pode levar à cronicidade da doença. Mesmo que a mãe seja negativa, a vacina protege contra exposições futuras e garante a imunização em casos de status materno desconhecido ou falso negativo.
O HBeAg reagente indica alta replicação viral e, consequentemente, alta infectividade. Pacientes com HBeAg positivo têm um risco significativamente maior de transmitir o vírus, seja por via vertical, sexual ou parenteral, em comparação com aqueles que são HBeAg negativos.
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