FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
O risco de transmissão da TB perdura enquanto o paciente eliminar bacilos no escarro. Somente podemos indicar como ERRADA a alternativa:
Baciloscopia de escarro de controle na TB: avalia eficácia, transmissibilidade e adesão, não 'somente' eficácia.
A baciloscopia de escarro de controle na tuberculose pulmonar é fundamental não apenas para confirmar a eficácia do tratamento, mas também para avaliar a redução da transmissibilidade do paciente e monitorar a adesão à terapia. A negativação da baciloscopia é um marco crucial para a interrupção das medidas de controle de infecção.
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa causada pelo *Mycobacterium tuberculosis*, com a forma pulmonar sendo a mais comum e a principal responsável pela transmissão. O risco de transmissão perdura enquanto o paciente eliminar bacilos viáveis no escarro, sendo a tosse o principal mecanismo de dispersão de aerossóis contendo as micobactérias. A identificação e o tratamento precoce de casos bacilíferos são as estratégias mais eficazes para o controle da doença. Com o início do tratamento antituberculose adequado, a carga bacilar no escarro diminui rapidamente, e a transmissibilidade do paciente é significativamente reduzida, geralmente após 15 dias de terapia. A baciloscopia de escarro de controle é uma ferramenta diagnóstica e de monitoramento essencial. Sua importância vai além da mera confirmação da eficácia terapêutica; ela também serve para avaliar a redução do risco de transmissão, guiar a interrupção das medidas de isolamento e identificar falhas no tratamento, como não adesão ou resistência medicamentosa. Para residentes, é crucial compreender que a negativação da baciloscopia é um marco fundamental no manejo da TB, indicando não só a resposta ao tratamento, mas também a segurança para o paciente e a comunidade. As medidas de controle de infecção devem ser mantidas até a confirmação da negativação ou inviabilidade dos bacilos. Crianças com TB pulmonar, por serem geralmente paucibacilares, têm um papel menos relevante na cadeia de transmissão.
O paciente é considerado transmissor enquanto eliminar bacilos viáveis no escarro. Com o início do tratamento eficaz, a transmissibilidade tende a diminuir rapidamente, sendo muito reduzida após cerca de 15 dias de terapia.
Os objetivos incluem a confirmação da eficácia do esquema terapêutico, a avaliação da redução da carga bacilar e, consequentemente, da transmissibilidade, e o monitoramento da adesão do paciente ao tratamento. É um indicador chave para a cura.
Geralmente, crianças com tuberculose pulmonar têm baciloscopia negativa ou paucibacilar e, por isso, são consideradas de menor importância na cadeia de transmissão da doença em comparação com adultos bacilíferos.
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