UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
Sobre a transmissão do SARS-CoV-2 na população pediátrica, analisar os itens abaixo:I. A transmissão pela via respiratória é a predominante.II. A transmissão transplacentária tem sido documentada, mas a transmissão vertical é incomum.III. Não há casos relatados de transmissão pelas vias oralfecal, sexual ou sanguínea. Está(ão) CORRETO(S):
SARS-CoV-2 em pediatria: Transmissão respiratória predominante; vertical (transplacentária) documentada, mas rara; outras vias (fecal-oral, sexual, sanguínea) não confirmadas.
A transmissão do SARS-CoV-2 em crianças segue o padrão dos adultos, sendo a via respiratória a principal. Embora a transmissão transplacentária (vertical) tenha sido documentada, ela é considerada incomum. Outras vias como oral-fecal, sexual ou sanguínea não foram consistentemente comprovadas como rotas de transmissão.
A pandemia de COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, impactou todas as faixas etárias, incluindo a população pediátrica. Compreender as vias de transmissão é fundamental para implementar medidas de prevenção eficazes. A principal via de transmissão do SARS-CoV-2 em crianças e adultos é a respiratória, através de gotículas e aerossóis contendo o vírus, liberados por indivíduos infectados. O contato próximo e ambientes fechados e mal ventilados favorecem essa transmissão. Em relação à transmissão vertical, que se refere à passagem do patógeno da mãe para o filho durante a gravidez, parto ou amamentação, a transmissão transplacentária (intrauterina) do SARS-CoV-2 foi documentada em alguns casos. No entanto, a taxa de transmissão vertical é considerada baixa e a maioria dos recém-nascidos de mães com COVID-19 não desenvolve a doença ou apresenta sintomas leves. A amamentação é geralmente considerada segura, com benefícios superando os riscos potenciais. Outras vias de transmissão, como a fecal-oral, sexual ou sanguínea, foram investigadas. Embora o vírus possa ser detectado em fezes e, ocasionalmente, no sangue, não há evidências robustas que as estabeleçam como rotas significativas de transmissão na prática clínica. Para residentes, é importante ter clareza sobre as vias de transmissão predominantes para orientar pais, implementar protocolos de controle de infecção e gerenciar casos de COVID-19 em crianças e gestantes de forma adequada.
A principal via de transmissão do SARS-CoV-2 em crianças, assim como em adultos, é a respiratória, através de gotículas e aerossóis liberados por pessoas infectadas ao tossir, espirrar ou falar.
A transmissão vertical (da mãe para o feto ou recém-nascido) de SARS-CoV-2, incluindo a transplacentária, tem sido documentada em alguns casos, mas é considerada incomum. A maioria dos recém-nascidos de mães com COVID-19 não se infecta ou apresenta doença leve.
Embora o SARS-CoV-2 possa ser detectado em fezes e sangue, não há evidências consistentes que comprovem a transmissão significativa por via fecal-oral ou sanguínea como rotas importantes de infecção. A transmissão sexual também não foi estabelecida como uma via relevante.
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