Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Com relação à hanseníase, é correto afirmar que
Hanseníase: Transmissão ocorre principalmente por contato prolongado com casos bacilíferos não tratados, via aérea superior.
A hanseníase não é uma doença congênita e sua transmissão não ocorre por via sexual. O período de incubação é longo, e a maioria da população possui resistência natural ao Mycobacterium leprae. A principal fonte de infecção são indivíduos bacilíferos não tratados.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. Embora seja uma doença antiga, ainda representa um desafio de saúde pública em muitas regiões, incluindo o Brasil. A compreensão de sua epidemiologia e modos de transmissão é crucial para o controle e a erradicação da doença, especialmente para residentes que atuarão na atenção primária e secundária. A transmissão ocorre principalmente por via aérea, através de gotículas de secreções nasais e orais de pacientes bacilíferos (multibacilares) não tratados, que são a principal fonte de infecção. A maioria da população possui imunidade natural ao bacilo, e o desenvolvimento da doença depende de fatores genéticos e da intensidade e duração do contato. O longo período de incubação dificulta a rastreabilidade e o diagnóstico precoce, sendo fundamental a busca ativa de casos e o exame de contatos. O tratamento da hanseníase é feito com politerapia medicamentosa, que é eficaz e interrompe a cadeia de transmissão. É vital desmistificar a doença, combatendo o estigma e o preconceito, e garantir o acesso ao diagnóstico e tratamento para todos os pacientes. A educação em saúde e a vigilância epidemiológica são pilares para o controle da hanseníase, visando a eliminação como problema de saúde pública.
A hanseníase é transmitida principalmente por meio de contato íntimo e prolongado com pessoas infectadas que não estão em tratamento e eliminam bacilos pelas vias aéreas superiores, como tosse e espirro.
O período de incubação da hanseníase é longo e variável, podendo levar de 2 a 7 anos em média, mas em alguns casos pode ser de até 20 anos ou mais, o que dificulta a identificação da fonte de infecção.
Não, a hanseníase não é uma doença congênita, ou seja, não é transmitida da mãe para o feto durante a gestação. Também não é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST).
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