HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
A via respiratória superior e a pele são locais habitualmente colonizados pela bactéria Corynebacterium diphtheríae. Sendo correto que:
Difteria: transmissão principal por gotículas, mas veículos incomuns como leite cru são possíveis e cobrados em provas.
A principal via de transmissão da difteria é respiratória, por meio de gotículas. No entanto, a bactéria pode ser veiculada por alimentos contaminados, como leite não pasteurizado, e também por contato com lesões de pele, demonstrando a importância de conhecer todas as vias de contágio.
A difteria é uma doença infecciosa aguda e toxigênica causada pelo Corynebacterium diphtheriae. Embora a vacinação tenha reduzido drasticamente sua incidência, casos esporádicos e surtos ainda ocorrem, tornando seu conhecimento crucial para a prática médica e provas de residência. A doença afeta primariamente as vias aéreas superiores, mas também pode se manifestar na pele. A transmissão ocorre mais comumente pelo contato direto com gotículas de secreção respiratória de uma pessoa doente ou portadora assintomática. No entanto, é fundamental reconhecer vias de transmissão alternativas. O contato com lesões de pele de um indivíduo infectado pode transmitir a bactéria, assim como fômites contaminados. Uma via menos frequente, mas classicamente descrita e cobrada em provas, é a transmissão por alimentos, especialmente o leite cru e seus derivados, que podem servir como veículo para o bacilo. O manejo da difteria é uma emergência médica. A suspeita clínica, baseada na presença da pseudomembrana característica, justifica o início imediato do tratamento com Soro Antidiftérico (SAD) para neutralizar a toxina circulante e antibióticos para erradicar a bactéria. A confirmação diagnóstica é feita por cultura de secreções, mas o tratamento não deve ser adiado para aguardar o resultado.
Os sinais clássicos incluem dor de garganta, febre baixa e a formação de uma pseudomembrana branco-acinzentada aderente nas amígdalas, faringe ou laringe, que pode sangrar à tentativa de remoção e causar obstrução respiratória.
A conduta prioritária é o isolamento respiratório do paciente, notificação compulsória imediata e início empírico do Soro Antidiftérico (SAD) e antibioticoterapia (penicilina ou eritromicina) sem aguardar a confirmação laboratorial, devido ao risco de complicações graves.
As complicações mais temidas são a miocardite, que pode surgir na segunda semana e levar à insuficiência cardíaca e arritmias, e a neuropatia periférica, que causa paralisias, afetando principalmente o palato mole e o diafragma.
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