Transmissão da Difteria: Vias Comuns e Incomuns

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025

Enunciado

A via respiratória superior e a pele são locais habitualmente colonizados pela bactéria Corynebacterium diphtheríae. Sendo correto que:

Alternativas

  1. A) Ocorre contaminação pelo contato direto de pessoa doente ou portadora com pessoa não suscetível.
  2. B) Ocorre contaminação por meio de gotículas de secreção respiratória, eliminadas por tosse, espirro e não falar.
  3. C) Mais comum seria ocorrer a contaminação por fômites.
  4. D) O leite cru pode servir de veículo de transmissão.

Pérola Clínica

Difteria: transmissão principal por gotículas, mas veículos incomuns como leite cru são possíveis e cobrados em provas.

Resumo-Chave

A principal via de transmissão da difteria é respiratória, por meio de gotículas. No entanto, a bactéria pode ser veiculada por alimentos contaminados, como leite não pasteurizado, e também por contato com lesões de pele, demonstrando a importância de conhecer todas as vias de contágio.

Contexto Educacional

A difteria é uma doença infecciosa aguda e toxigênica causada pelo Corynebacterium diphtheriae. Embora a vacinação tenha reduzido drasticamente sua incidência, casos esporádicos e surtos ainda ocorrem, tornando seu conhecimento crucial para a prática médica e provas de residência. A doença afeta primariamente as vias aéreas superiores, mas também pode se manifestar na pele. A transmissão ocorre mais comumente pelo contato direto com gotículas de secreção respiratória de uma pessoa doente ou portadora assintomática. No entanto, é fundamental reconhecer vias de transmissão alternativas. O contato com lesões de pele de um indivíduo infectado pode transmitir a bactéria, assim como fômites contaminados. Uma via menos frequente, mas classicamente descrita e cobrada em provas, é a transmissão por alimentos, especialmente o leite cru e seus derivados, que podem servir como veículo para o bacilo. O manejo da difteria é uma emergência médica. A suspeita clínica, baseada na presença da pseudomembrana característica, justifica o início imediato do tratamento com Soro Antidiftérico (SAD) para neutralizar a toxina circulante e antibióticos para erradicar a bactéria. A confirmação diagnóstica é feita por cultura de secreções, mas o tratamento não deve ser adiado para aguardar o resultado.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da difteria faríngea?

Os sinais clássicos incluem dor de garganta, febre baixa e a formação de uma pseudomembrana branco-acinzentada aderente nas amígdalas, faringe ou laringe, que pode sangrar à tentativa de remoção e causar obstrução respiratória.

Qual a conduta imediata na suspeita de difteria?

A conduta prioritária é o isolamento respiratório do paciente, notificação compulsória imediata e início empírico do Soro Antidiftérico (SAD) e antibioticoterapia (penicilina ou eritromicina) sem aguardar a confirmação laboratorial, devido ao risco de complicações graves.

Quais as principais complicações sistêmicas da toxina diftérica?

As complicações mais temidas são a miocardite, que pode surgir na segunda semana e levar à insuficiência cardíaca e arritmias, e a neuropatia periférica, que causa paralisias, afetando principalmente o palato mole e o diafragma.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo