Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
Com relação ao citomegalovírus, analise as afirmativas a seguir: I- O leite materno pode ser fonte de transmissão pelo citomegalovírus principalmente entre duas semanas e dois meses após o parto. II- A adequada pasteurização do leite humano inativa o vírus. III- O recém-nascido pode ser protegido contra a infecção pelo citomegalovírus pela transferência de anticorpos via placentária. IV- O teste rápido de PCR-DNA não é útil para avaliar a carga viral de citomegalovírus no leite humano. Estão CORRETAS as afirmativas:
CMV pode ser transmitido via leite materno, inativado por pasteurização, e RN protegido por anticorpos placentários.
O citomegalovírus (CMV) é uma infecção comum que pode ser transmitida verticalmente (congênita ou perinatal) e pós-natalmente, inclusive pelo leite materno. A pasteurização do leite humano é eficaz para inativar o vírus. A transferência de anticorpos maternos via placenta confere alguma proteção ao recém-nascido contra a infecção congênita. O PCR-DNA é, sim, útil para detectar e quantificar o CMV no leite.
O citomegalovírus (CMV) é um vírus da família Herpesviridae, amplamente distribuído e uma das causas mais comuns de infecção congênita e perinatal. A transmissão pode ocorrer de diversas formas: congênita (transplacentária), perinatal (durante o parto ou através do leite materno) e pós-natal (contato com secreções). A infecção pelo CMV é frequentemente assintomática em adultos imunocompetentes, mas pode causar doença grave em recém-nascidos, especialmente prematuros, e em imunocomprometidos. A transmissão pelo leite materno é uma via importante, principalmente entre duas semanas e dois meses após o parto, e pode levar a infecções sintomáticas em recém-nascidos prematuros. Para reduzir esse risco, a pasteurização do leite humano é uma medida eficaz, pois inativa o vírus. Além disso, a transferência de anticorpos IgG maternos via placentária confere imunidade passiva ao recém-nascido, oferecendo alguma proteção contra a infecção congênita, embora não seja absoluta. O diagnóstico do CMV pode ser feito por cultura viral, sorologia e, mais comumente, por PCR-DNA, que é altamente sensível e específico para detectar e quantificar a carga viral em diversos fluidos corporais, incluindo sangue, urina e leite humano. Portanto, a afirmativa IV está incorreta, pois o teste rápido de PCR-DNA é, sim, útil para avaliar a carga viral de CMV no leite humano, sendo uma ferramenta importante para o manejo clínico.
O CMV pode ser transmitido de forma congênita (via placentária), perinatal (durante o parto) ou pós-natal (principalmente através do leite materno ou contato com secreções infectadas).
Sim, a pasteurização adequada do leite humano, como a pasteurização Holder, é um método eficaz para inativar o citomegalovírus e reduzir o risco de transmissão para recém-nascidos, especialmente prematuros.
Anticorpos IgG maternos transferidos passivamente via placenta fornecem alguma proteção ao recém-nascido contra a infecção congênita por CMV, embora essa proteção não seja completa e não previna a infecção pós-natal.
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