SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026
A,L,H. 37 anos, G3P2A1C1, IG de 11 semanas e 1 dia, realiza exame ultrassonográfico morfológico do primeiro trimestre (transluscência nucal), e se depara com o comprimento cabeçanádegas de 46 mm e a medida da transluscência nucal de 2.5 mm (acima do percentil 95% para a idade gestacional). Você, o médico da UBS, recebe esta paciente na consulta de pré-natal; como seria sua orientação nesse momento?
TN > p95 → ↑ risco de aneuploidias e malformações (mesmo com cariótipo normal).
Uma translucência nucal acima do percentil 95 exige aconselhamento genético, pois aumenta o risco de cromossomopatias, cardiopatias e síndromes genéticas, mesmo em fetos euploides.
O rastreamento do primeiro trimestre revolucionou a medicina fetal, permitindo a identificação precoce de gestações de alto risco. A TN é o marcador isolado mais sensível para aneuploidias. A conduta diante de uma alteração deve ser sempre baseada na autonomia da paciente, oferecendo informações claras sobre as limitações dos testes de triagem versus a acurácia dos testes diagnósticos invasivos. O médico deve estar preparado para lidar com a ansiedade materna e coordenar o seguimento multidisciplinar.
A translucência nucal (TN) é a medida do espaço anecoico na nuca fetal entre 11 e 13 semanas e 6 dias. Quando acima do percentil 95 para o comprimento cabeçanádega (CCN), indica um risco aumentado para trissomias (como T21, T18, T13), monossomia X (Turner), malformações estruturais (especialmente cardíacas) e síndromes genéticas raras. Não é um diagnóstico, mas um marcador de risco.
A paciente deve ser informada sobre o rastreamento combinado (incluindo PAPP-A e beta-hCG livre) e o NIPT (DNA fetal no sangue materno), que é um teste de triagem de alta performance. Para diagnóstico definitivo, oferecem-se procedimentos invasivos: biópsia de vilo corial (11-14 semanas) ou amniocentese (após 15-16 semanas) para análise do cariótipo ou microarray.
Não. Mesmo com cariótipo normal, fetos com TN aumentada têm maior risco de malformações estruturais, principalmente cardiopatias congênitas, displasias esqueléticas e síndromes genéticas não detectáveis pelo cariótipo convencional. Recomenda-se a realização de ultrassonografia morfológica detalhada e ecocardiografia fetal no segundo trimestre para esses casos.
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