CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
Gestante, 38 anos, 13 semanas realizou ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre e a translucência nucal (TN) mediu 3,4 mm. Assinale a alternativa CORRETA:
TN > 2.5 mm ou > p95 → TN aumentada, indicar estudo genético fetal invasivo (BVC/amniocentese).
Uma translucência nucal (TN) de 3,4 mm na ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre é considerada aumentada, pois o ponto de corte geralmente é 2,5 mm ou o percentil 95 para a idade gestacional. Este achado aumenta significativamente o risco de aneuploidias (como Síndrome de Down) e outras anomalias congênitas, justificando a indicação de estudo genético fetal invasivo.
A ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre, realizada entre 11 e 14 semanas de gestação, é um exame crucial no pré-natal para rastreamento de anomalias cromossômicas e estruturais. Um dos marcadores mais importantes avaliados é a translucência nucal (TN), que corresponde ao acúmulo de fluido na região da nuca fetal. A medida da TN é combinada com a idade materna e marcadores bioquímicos (PAPP-A e beta-hCG livre) para calcular o risco de aneuploidias. Uma TN é considerada aumentada quando sua medida excede o percentil 95 para a idade gestacional ou um valor de corte absoluto, geralmente 2,5 mm ou 3,5 mm, dependendo da diretriz. No caso de uma TN de 3,4 mm, como na questão, ela está claramente acima do limite de normalidade, indicando um risco significativamente elevado para aneuploidias, sendo a trissomia do 21 (Síndrome de Down) a mais comum. Além disso, uma TN aumentada também pode estar associada a cardiopatias congênitas, outras síndromes genéticas e desfechos gestacionais adversos. Diante de uma TN aumentada, a conduta recomendada é aprofundar a investigação com um estudo genético fetal invasivo. As opções incluem a biópsia de vilo corial (BVC), que pode ser realizada mais precocemente (entre 11 e 14 semanas), ou a amniocentese, geralmente realizada após 15 semanas. Esses procedimentos permitem a obtenção de material fetal para análise do cariótipo, microarranjos cromossômicos ou painéis genéticos específicos, fornecendo um diagnóstico definitivo. O aconselhamento genético é fundamental para que os pais compreendam os riscos, benefícios e implicações de cada opção.
Uma translucência nucal (TN) aumentada, geralmente acima de 2,5 mm ou do percentil 95 para a idade gestacional, indica um risco elevado de aneuploidias (como a Síndrome de Down), cardiopatias congênitas e outras síndromes genéticas.
Diante de uma TN aumentada, a conduta é oferecer e indicar um estudo genético fetal invasivo, como a biópsia de vilo corial (entre 11 e 14 semanas) ou a amniocentese (após 15 semanas), para obter um cariótipo fetal e confirmar ou descartar aneuploidias.
Os principais métodos de estudo genético fetal são a biópsia de vilo corial (BVC), que coleta células da placenta, e a amniocentese, que coleta líquido amniótico. Ambos permitem a análise do cariótipo fetal e detecção de anomalias cromossômicas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo