SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
A Transição em Saúde pela qual a parcela feminina da população tem passado tem repercutido nos indicadores de mortalidade materno-infantil. Essa transição, no entanto, não impacta igualmente os três componentes do Coeficiente de Mortalidade Infantil. Sobre a Transição em Saúde e suas implicações nos componentes do Coeficiente de Mortalidade Infantil, assinale a alternativa verdadeira.
Transição Sanitária Prolongada impacta mortalidade neonatal devido à inadequação dos serviços de saúde.
A Transição em Saúde, especialmente a Transição Sanitária Prolongada, reflete a persistência de problemas de saneamento e acesso a serviços de saúde adequados, impactando diretamente a mortalidade neonatal. A readequação dos serviços é crucial para enfrentar as novas demandas e reduzir esses indicadores.
A Transição em Saúde no Brasil é complexa, com coexistência de padrões epidemiológicos de países desenvolvidos e em desenvolvimento. A mortalidade materno-infantil é um indicador sensível das condições de saúde e sociais de uma população, e seus componentes (neonatal precoce, neonatal tardio, pós-neonatal) refletem diferentes etiologias e momentos de intervenção. A Transição Sanitária Prolongada refere-se à persistência de problemas relacionados ao saneamento básico e à qualidade dos serviços de saúde, mesmo com avanços em outras áreas. Isso impacta diretamente a mortalidade neonatal, que é mais sensível a fatores como qualidade do pré-natal, assistência ao parto e cuidados com o recém-nascido. A readequação dos serviços de saúde para atender às novas demandas da população materno-infantil, incluindo a atenção ao parto de risco, o cuidado neonatal e a promoção da saúde em um contexto de transição epidemiológica, é fundamental para a redução contínua do CMI. A melhoria dos determinantes sociais de saúde também tem um impacto significativo, especialmente na mortalidade pós-neonatal.
O CMI é dividido em mortalidade neonatal precoce (0-6 dias, causas perinatais), neonatal tardia (7-27 dias, infecções, malformações) e pós-neonatal (28 dias a 1 ano, doenças infecciosas, desnutrição, acidentes).
A Transição Sanitária Prolongada, caracterizada pela persistência de problemas de saneamento e acesso limitado a serviços de saúde de qualidade, impacta a mortalidade neonatal ao dificultar o pré-natal adequado, a assistência ao parto seguro e os cuidados essenciais ao recém-nascido.
Os determinantes sociais (educação, renda, moradia, saneamento) influenciam diretamente a saúde materno-infantil, afetando o acesso a serviços de saúde, a nutrição, as condições de higiene e a capacidade de cuidado, com maior impacto na mortalidade pós-neonatal.
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