UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2016
O panorama da evolução nutricional da população brasileira revela, nas duas últimas décadas, mudanças em seu padrão. As tendências temporais da desnutrição e da obesidade definem uma das características marcantes do processo de transição nutricional do país. Ao mesmo tempo em que a ocorrência da desnutrição em crianças e adultos declina em ritmo bem acelerado, aumenta a prevalência de sobrepeso e obesidade. Dessa forma, analise as recomendações para a promoção da alimentação saudável da criança e, consequentemente, prevenção da obesidade e das doenças crônicas não transmissíveis:I. Promoção, apoio e estímulo ao aleitamento materno exclusivo até o segundo mês e complementar até 2 anos de vida ou mais;II. Valorização do acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, a partir da caderneta da criança;III. Orientação da alimentação da criança com base nos 10 passos da alimentação da criança menor de 2 anos;IV. Estímulo ao uso do sal e seu correto armazenamento no domicílio;V. Incentivo ao uso de alimentos regionais, especialmente frutas, legumes e verduras;VI. Incentivo ao consumo e alimentos que são fontes de ferro.Assinale a alternativa que contém todas as recomendações CORRETAS:
Aleitamento materno exclusivo até 6 meses é crucial; desestimular sal e ultraprocessados na alimentação infantil.
A transição nutricional no Brasil exige foco na prevenção da obesidade infantil. Recomendações incluem aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, acompanhamento do crescimento, os 10 passos da alimentação saudável para menores de 2 anos, incentivo a alimentos naturais e fontes de ferro, e desestímulo ao sal e ultraprocessados.
A transição nutricional no Brasil é caracterizada pela redução da desnutrição e aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade, inclusive em crianças. Este cenário exige estratégias de promoção da alimentação saudável desde a primeira infância para prevenir doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). As recomendações para a alimentação saudável infantil são baseadas em diretrizes como o Guia Alimentar para a População Brasileira e os 10 Passos para uma Alimentação Saudável para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos. Pontos chave incluem a promoção e apoio ao aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e complementar até 2 anos ou mais, o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento pela caderneta da criança, e a valorização de alimentos in natura e minimamente processados. É fundamental incentivar o consumo de frutas, legumes, verduras e alimentos regionais, além de fontes de ferro para prevenir a anemia. Por outro lado, deve-se desestimular o uso de sal, açúcar, alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, que contribuem para o ganho de peso excessivo e o desenvolvimento de DCNT. A educação nutricional dos pais e cuidadores é um pilar essencial para o sucesso dessas intervenções.
O aleitamento materno exclusivo é recomendado até os 6 meses de vida da criança, e complementado com outros alimentos até os 2 anos ou mais.
Os princípios incluem aleitamento materno, introdução alimentar adequada, oferta de alimentos in natura e minimamente processados, evitar açúcar, sal e ultraprocessados, e estimular a alimentação responsiva.
Alimentos regionais (frutas, legumes, verduras) garantem variedade nutricional e cultural. Fontes de ferro são cruciais para prevenir anemia ferropriva, comum na infância e com impactos no desenvolvimento.
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