PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025
Mulher de 50 anos, com queixa de irregularidade menstrual há 6 meses, relata que o intervalo entre suas menstruações se tornou mais longo. Informa que a DUM ocorreu há 4 meses, com sangramento prolongado, durante 10 dias. Simultaneamente vem sentindo irritabilidade, insônia e ondas de calor na face e no troco, seguidas de rubor local. Considerando a evolução natural deste processo, qual resultado laboratorial é esperado ao longo dos próximos anos?
Perimenopausa → falência ovariana progressiva → ciclos anovulatórios → deficiência de progesterona → irregularidade menstrual.
Na transição para a menopausa, a diminuição da reserva de folículos ovarianos leva a ciclos frequentemente anovulatórios. Sem a ovulação, não há formação de corpo lúteo e, consequentemente, não há produção de progesterona, o que causa a irregularidade menstrual característica desta fase.
O climatério é o período de transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva na vida da mulher, marcado por alterações endócrinas, biológicas e clínicas. Ele se inicia por volta dos 40 anos e se estende até a pós-menopausa. A perimenopausa, ou transição menopausal, é a fase que antecede a última menstruação e é caracterizada por uma intensa flutuação hormonal. Fisiologicamente, o processo começa com a diminuição da reserva de folículos ovarianos. Isso leva a uma menor produção de inibina B, resultando em um aumento compensatório do FSH pela hipófise. Apesar do FSH elevado, os ciclos tornam-se irregulares e frequentemente anovulatórios. A ausência de ovulação impede a formação do corpo lúteo, que é a principal fonte de progesterona na segunda fase do ciclo. A consequente deficiência de progesterona, com níveis de estrogênio ainda relativamente preservados (embora flutuantes), leva ao sangramento uterino irregular. Com a progressão da falência ovariana, a produção de estrogênio também cai de forma acentuada, levando aos sintomas vasomotores (fogachos), atrofia urogenital e aumentando o risco de osteoporose a longo prazo. Portanto, ao longo dos anos, espera-se uma queda progressiva e acentuada dos hormônios ovarianos (progesterona e estrogênio) e uma elevação marcante das gonadotrofinas (FSH e LH).
Os sintomas mais comuns são irregularidade menstrual (ciclos mais longos ou mais curtos), sintomas vasomotores (fogachos e suores noturnos), alterações de humor (irritabilidade, ansiedade), insônia e sintomas urogenitais como secura vaginal.
Com o esgotamento dos folículos ovarianos, a produção de estrogênio e inibina diminui. A hipófise, sentindo essa baixa nos hormônios ovarianos, aumenta a produção de FSH e LH na tentativa de estimular os ovários, resultando em níveis elevados desses hormônios.
A menopausa é um diagnóstico clínico e retrospectivo, definido como 12 meses consecutivos de amenorreia (ausência de menstruação) sem outra causa patológica. A dosagem hormonal não é necessária para o diagnóstico na faixa etária esperada (em torno dos 51 anos).
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