CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2021
Para as pacientes em transição menopausa! sem sintomas vasomotores, assinale a alternativa que contém a prescrição MAIS ADEQUADA:
Perimenopausa sem sintomas vasomotores + irregularidade menstrual → Progestagênios cíclicos (10-14 dias/mês) para regularizar o ciclo e proteger o endométrio.
Na transição menopausal, a anovulação é comum, levando a um excesso relativo de estrogênio e sangramento uterino disfuncional. A administração cíclica de progestagênios por 10 a 14 dias simula a fase lútea, promovendo a descamação endometrial e regularizando o ciclo, sem os riscos da terapia estrogênica isolada.
A transição menopausal, ou perimenopausa, é o período que antecede a menopausa, caracterizado por flutuações hormonais e irregularidades menstruais. Durante essa fase, a anovulação torna-se mais frequente, resultando em um excesso relativo de estrogênio sem a contraposição da progesterona, o que pode levar a sangramentos uterinos disfuncionais e risco de hiperplasia endometrial. Para pacientes em transição menopausal que não apresentam sintomas vasomotores (ondas de calor, suores noturnos), o foco do tratamento é a regularização do ciclo menstrual e a proteção do endométrio. A terapia hormonal combinada (estrogênio e progestagênio) ou estrogênio isolado não são as opções mais adequadas neste cenário. A prescrição mais indicada é a administração de progestagênios por 10 a 14 dias a cada mês (terapia progestagênica cíclica). Essa abordagem simula a fase lútea do ciclo menstrual, induzindo a descamação do endométrio e prevenindo a proliferação excessiva causada pelo estrogênio, reduzindo o risco de hiperplasia e câncer endometrial, sem expor a paciente aos riscos desnecessários da terapia estrogênica sistêmica quando não há sintomas vasomotores.
Os progestagênios cíclicos são usados para induzir a descamação endometrial e regularizar os ciclos menstruais irregulares, que são comuns devido à anovulação e ao excesso relativo de estrogênio na perimenopausa.
O uso de estrogênios isolados em mulheres com útero intacto pode levar à hiperplasia endometrial e aumentar o risco de câncer de endométrio, pois não há progesterona para antagonizar o efeito proliferativo do estrogênio.
Ao serem administrados por 10 a 14 dias, os progestagênios induzem a fase secretora no endométrio e, após sua retirada, a descamação, prevenindo a proliferação endometrial excessiva causada pelo estrogênio contínuo.
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