Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Analise o gráfico abaixo, extraído do livro “Brasil Saúde Amanhã: dimensões para o planejamento da atenção à saúde” [online], versa sobre a mortalidade proporcional por grupos de causa (CID-10), numa análise de tendência projetada para o período 2012-2033, que teve como linha de base o ano de 1980.Diante do exposto, assinale alternativa que demonstra uma inferência correta sobre a tendência de mortalidade proporcional projetada para o período 2012-2033, no Brasil.
Doenças circulatórias → principal causa de mortalidade proporcional no Brasil, mesmo com transição epidemiológica.
A transição epidemiológica no Brasil mostra uma mudança no perfil de morbimortalidade, com declínio das doenças infecciosas e aumento das crônicas não transmissíveis. No entanto, as doenças do aparelho circulatório persistem como a principal causa de mortalidade, superando as neoplasias.
A transição epidemiológica no Brasil é um fenômeno complexo que reflete mudanças demográficas, sociais e de saúde. Caracteriza-se pela diminuição da mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias e pelo aumento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como as doenças cardiovasculares e as neoplasias. Compreender essas tendências é fundamental para o planejamento em saúde pública e para a alocação de recursos. As doenças do aparelho circulatório, apesar dos avanços no tratamento e prevenção, continuam sendo a principal causa de mortalidade proporcional no Brasil, conforme as projeções. Isso se deve à alta prevalência de fatores de risco como hipertensão, diabetes, dislipidemia, obesidade e sedentarismo na população. As neoplasias, embora em ascensão, ainda não superam as doenças cardiovasculares em termos de mortalidade geral. Para o residente, é crucial entender que a análise de tendências de mortalidade permite identificar prioridades em saúde. A persistência das doenças cardiovasculares como principal causa de morte reforça a necessidade de programas de prevenção primária e secundária robustos, bem como o manejo adequado de fatores de risco desde a atenção primária até a alta complexidade.
As doenças do aparelho circulatório e as neoplasias são as principais causas de mortalidade no Brasil, com as doenças circulatórias mantendo a liderança na projeção.
A transição epidemiológica é a mudança no padrão de doenças e causas de morte de uma população, com declínio de infecciosas e aumento de crônicas não transmissíveis, impactando diretamente a mortalidade proporcional.
Não, as projeções indicam que as doenças do aparelho circulatório tendem a se manter como a principal causa de mortalidade proporcional, apesar do aumento da incidência de neoplasias.
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