UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025
As doenças infecciosas e as cronicodegenerativas, responsáveis pela morbimortalidade no Brasil, encontram-se, em 2024,
Transição epidemiológica no Brasil → declínio de doenças infecciosas e ascensão de doenças crônico-degenerativas como principal causa de morbimortalidade.
O Brasil vive uma transição epidemiológica avançada, onde as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como doenças cardiovasculares, câncer e diabetes, superaram as doenças infecciosas como as principais causas de morte e incapacidade. Este fenômeno reflete o envelhecimento populacional e mudanças no estilo de vida.
A transição epidemiológica é um processo de mudança nos padrões de morbimortalidade de uma população ao longo do tempo. O Brasil, assim como muitos países em desenvolvimento, passou por uma transição acelerada nas últimas décadas. Historicamente, o perfil de saúde era dominado por doenças infecciosas e parasitárias e por uma alta mortalidade materno-infantil. Atualmente, o cenário é predominantemente caracterizado pelas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Esse novo perfil é impulsionado por diversos fatores, incluindo o envelhecimento da população, a urbanização, a melhoria das condições de saneamento básico e o acesso a vacinas e antibióticos, que levaram ao declínio das doenças infecciosas. Em contrapartida, mudanças no estilo de vida, como o aumento do sedentarismo, o consumo de dietas ricas em gorduras e açúcares, e o tabagismo, contribuíram para a ascensão das DCNT, como doenças cardiovasculares (infarto, AVC), diabetes, doenças respiratórias crônicas e câncer. É importante notar que essa transição não é homogênea em todo o território nacional e não eliminou os problemas antigos. O Brasil convive com o que se chama de 'tríplice carga de doenças': a predominância das DCNT, a persistência de doenças infecciosas (especialmente em bolsões de pobreza e regiões menos desenvolvidas) e a alta incidência de causas externas (acidentes de trânsito e violência). Esse cenário complexo exige que o sistema de saúde esteja preparado para lidar simultaneamente com desafios de naturezas distintas.
As principais causas de morte no Brasil são as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). As doenças do aparelho circulatório (como infarto e AVC) lideram, seguidas pelas neoplasias (câncer). Causas externas, como acidentes e violência, também têm um impacto significativo.
Os principais fatores são a melhoria das condições sanitárias e o avanço da medicina, que reduziram a mortalidade por doenças infecciosas, e o envelhecimento da população. Além disso, a urbanização e mudanças no estilo de vida, como sedentarismo e dieta inadequada, aumentaram a prevalência de DCNT.
Sim. Apesar do declínio geral em sua mortalidade, doenças infecciosas continuam sendo um grande desafio para a saúde pública, com epidemias recorrentes de dengue, zika e chikungunya, além da alta carga de tuberculose, HIV/AIDS e, mais recentemente, a pandemia de COVID-19.
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