UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2021
Analisando-se o perfil epidemiológico do Brasil, pode-se observar que, nas últimas três décadas, de 1990 a 2020, ocorreu
Brasil (1990-2020) → ↑ expectativa de vida, ↓ mortalidade infantil, controle paralisia infantil.
Nas últimas décadas, o Brasil passou por uma transição epidemiológica e demográfica, caracterizada pelo aumento da expectativa de vida ao nascer, uma significativa redução da mortalidade infantil e o controle de doenças imunopreveníveis como a paralisia infantil, refletindo avanços em saneamento, vacinação e acesso à saúde.
O estudo do perfil epidemiológico de um país é essencial para a formulação de políticas de saúde pública e para a compreensão dos desafios enfrentados pelos sistemas de saúde. No Brasil, as últimas três décadas (1990-2020) foram marcadas por profundas transformações demográficas e epidemiológicas, refletindo o desenvolvimento socioeconômico e os avanços na área da saúde. Compreender essas tendências é fundamental para residentes que atuarão em diferentes níveis de atenção. Entre as mudanças mais notáveis, destaca-se o aumento significativo da expectativa de vida ao nascer, resultado de melhorias nas condições de vida, saneamento básico, acesso à saúde e programas de imunização. Paralelamente, houve uma drástica diminuição da mortalidade infantil, um indicador sensível das condições de saúde de uma população, impulsionada por campanhas de vacinação, pré-natal adequado e assistência ao parto e puerpério. Além disso, o Brasil alcançou o controle e a erradicação de diversas doenças imunopreveníveis, como a paralisia infantil, graças a programas de vacinação robustos. Contudo, essa transição também trouxe novos desafios, como o aumento da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão, câncer) e causas externas (violência, acidentes), que se tornaram as principais causas de morbimortalidade, exigindo uma reorientação das políticas de saúde.
A transição epidemiológica no Brasil é marcada pela diminuição da mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias, redução da mortalidade infantil, aumento da expectativa de vida e crescente prevalência de doenças crônicas não transmissíveis e causas externas.
A mortalidade infantil no Brasil apresentou uma queda acentuada nas últimas décadas, impulsionada por melhorias no saneamento básico, acesso à água potável, programas de vacinação e avanços na assistência materno-infantil.
A paralisia infantil (poliomielite) foi erradicada no Brasil, com o último caso registrado em 1989. O país mantém a vigilância e altas coberturas vacinais para prevenir a reintrodução do vírus.
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