UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2016
Assinale a alternativa verdadeira:
Brasil: transição epidemiológica com redução da desnutrição e aumento da obesidade devido a urbanização e novos padrões alimentares.
O Brasil vivencia uma transição epidemiológica complexa, com redução da desnutrição e aumento da obesidade, impulsionada por fatores socioeconômicos como urbanização, mudanças nos hábitos alimentares e maior acesso a alimentos processados.
O Brasil tem experimentado uma complexa transição epidemiológica e nutricional nas últimas décadas. Essa transição é marcada pela coexistência de problemas de saúde de diferentes estágios de desenvolvimento, conhecida como "dupla carga de doenças". Enquanto houve uma redução importante na mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias (como diarreias e pneumonias comunitárias), o país enfrenta um forte incremento nos óbitos por doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como doenças cardiovasculares, diabetes e câncer, além de violências e acidentes. Um dos aspectos mais notáveis dessa transição é a mudança nos padrões nutricionais. Fatores como a urbanização acelerada, a modificação dos padrões de mobilidade (sedentarismo), e, principalmente, as alterações no consumo alimentar, com maior acesso a alimentos processados e ultraprocessados em detrimento de alimentos in natura, contribuíram para uma redução da desnutrição, mas, em contrapartida, impulsionaram uma epidemia de obesidade em todas as faixas etárias. Para os profissionais de saúde, compreender esse cenário é crucial para o planejamento e a execução de ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. A abordagem da obesidade e das DCNT exige estratégias multifacetadas que considerem os determinantes sociais, econômicos e ambientais, além das intervenções clínicas, visando melhorar a qualidade de vida e a expectativa de vida da população brasileira.
A transição epidemiológica no Brasil é caracterizada pela coexistência de doenças infecciosas e parasitárias (ainda presentes) com o aumento significativo de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como obesidade, diabetes e hipertensão, e causas externas (violências).
Fatores como urbanização, mudanças nos padrões de mobilidade, maior acesso a alimentos processados e ultraprocessados, e a mecanização da produção contribuíram para a redução da desnutrição e, paradoxalmente, para o aumento da obesidade.
Sim, o Brasil ainda enfrenta a dupla carga de doenças, onde problemas de saúde relacionados à pobreza e à falta de saneamento coexistem com as doenças crônicas e degenerativas típicas de países desenvolvidos, gerando desafios complexos para o sistema de saúde.
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