UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2019
O processo denominado de transição epidemiológica pode ser compreendido pelas afirmações abaixo com EXCEÇÃO de:
Transição epidemiológica: ↓ doenças infecciosas, ↑ doenças crônicas e causas externas, ↑ esperança de vida, ↑ obesidade.
A transição epidemiológica é um processo complexo de mudanças nos padrões de saúde e doença de uma população, caracterizado pela diminuição de doenças infecciosas e materno-infantis e aumento de doenças crônicas não transmissíveis e causas externas, acompanhado por um aumento da esperança de vida.
A transição epidemiológica representa um fenômeno global de mudança nos padrões de saúde e doença de uma população, com profundas implicações para a saúde pública. No Brasil, esse processo é caracterizado pela diminuição da prevalência de doenças infecciosas e parasitárias, bem como das doenças materno-infantis, que historicamente foram as principais causas de morbimortalidade. Essa mudança reflete avanços no saneamento básico, vacinação, acesso à saúde e melhoria das condições de vida. Concomitantemente, observa-se um aumento significativo da carga de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas, e das causas externas, como acidentes e violência. Esse deslocamento do perfil de morbimortalidade é acompanhado por um aumento da esperança de vida ao nascer e por uma transição nutricional, onde a obesidade se torna um problema de saúde mais prevalente que a desnutrição, mesmo em classes sociais menos favorecidas. Para os residentes, compreender a transição epidemiológica é fundamental para planejar e implementar políticas de saúde eficazes, que abordem tanto os desafios remanescentes das doenças infecciosas quanto a crescente demanda por prevenção e tratamento das DCNTs e causas externas. O foco deve ser na promoção da saúde, prevenção de fatores de risco e manejo integrado das condições crônicas, adaptando os sistemas de saúde às novas necessidades da população.
A transição epidemiológica é marcada pela substituição das doenças infecciosas e materno-infantis como principais causas de morbimortalidade por doenças crônico-degenerativas e causas externas, além do aumento da esperança de vida.
As causas externas, como acidentes de trânsito e violência, ganham destaque como importantes contribuintes para a morbimortalidade, especialmente em populações mais jovens, refletindo mudanças sociais e urbanas.
A transição nutricional, caracterizada pela substituição do baixo peso pela obesidade em diversas faixas etárias e classes sociais, é um componente da transição epidemiológica, contribuindo para o aumento das doenças crônicas não transmissíveis.
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