UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2020
Embora a expectativa de vida da população brasileira venha aumentando nas últimas décadas, as autoridades sanitárias têm se preocupado com os níveis elevados de mortalidade da população jovem, especialmente na faixa etária entre 15 e 29 anos, nos grandes e médios centros urbanos. Estudiosos do assunto relatam que o Brasil atualmente apresenta um período de transição epidemiológica com uma tripla carga de doenças. É CORRETO afirmar que esse período é caracterizado por:
Transição epidemiológica no Brasil = persistência de infecciosas + aumento de crônico-degenerativas + alta mortalidade por causas externas.
A tripla carga de doenças no Brasil reflete a coexistência de problemas de saúde de diferentes estágios de desenvolvimento: a persistência de doenças infecciosas e parasitárias, o aumento das doenças crônico-degenerativas (típicas de países desenvolvidos) e a alta prevalência de causas externas (violência, acidentes).
A transição epidemiológica é um processo complexo de mudanças nos padrões de saúde e doença de uma população, caracterizado pela substituição de doenças infecciosas e parasitárias por doenças crônico-degenerativas como principais causas de morbimortalidade. No Brasil, esse processo é peculiar e resulta em uma "tripla carga de doenças". Essa tripla carga é definida pela persistência de um número significativo de doenças infecciosas e parasitárias, que ainda representam um desafio de saúde pública, especialmente em regiões menos desenvolvidas ou em surtos epidêmicos. Simultaneamente, observa-se um aumento expressivo na prevalência e mortalidade por doenças crônico-degenerativas, como diabetes mellitus, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e câncer, impulsionado pelo envelhecimento populacional e mudanças nos estilos de vida. Adicionalmente, o Brasil enfrenta uma alta carga de causas externas, que incluem acidentes de trânsito, homicídios, suicídios e outras formas de violência. Essas causas afetam desproporcionalmente a população jovem e masculina, especialmente nos grandes e médios centros urbanos, contribuindo para a elevada mortalidade nessa faixa etária e representando um desafio complexo para as políticas de saúde e segurança pública.
A tripla carga de doenças refere-se à coexistência de três perfis de morbimortalidade: a persistência de doenças infecciosas e parasitárias, o aumento das doenças crônico-degenerativas e a alta prevalência de causas externas (violência e acidentes).
As doenças crônico-degenerativas, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer, estão em ascensão no Brasil, refletindo mudanças no estilo de vida, envelhecimento populacional e urbanização.
As causas externas, como homicídios, acidentes de trânsito e suicídios, são responsáveis por uma parcela significativa da mortalidade na população jovem (15-29 anos) nos centros urbanos, representando um grave problema de saúde pública.
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