UFMS/HUMAP - Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian - Campo Grande (MS) — Prova 2018
Assinale abaixo a característica que se relaciona à transição epidemiológica em nosso país:
Transição epidemiológica Brasil → ↑ mortalidade por causas externas e doenças crônico-degenerativas.
A transição epidemiológica no Brasil é caracterizada por uma mudança no perfil de morbimortalidade, com o declínio das doenças infecciosas e parasitárias e o aumento significativo das doenças crônico-degenerativas (como cardiovasculares e câncer) e das causas externas (violência, acidentes).
A transição epidemiológica é um processo complexo de mudanças nos padrões de saúde e doença de uma população, geralmente acompanhando a transição demográfica (queda da natalidade e mortalidade, envelhecimento populacional). No Brasil, esse processo tem sido marcado por uma diminuição da mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias, que eram predominantes no passado, e um aumento das doenças crônico-degenerativas e das causas externas. Historicamente, o Brasil enfrentava altas taxas de mortalidade infantil e predominância de doenças transmissíveis. Com o avanço do saneamento básico, vacinação e melhorias na assistência à saúde, houve um declínio dessas condições. Contudo, esse declínio foi acompanhado por um aumento da expectativa de vida e, consequentemente, da prevalência de doenças associadas ao envelhecimento e a estilos de vida modernos. Atualmente, o perfil de morbimortalidade brasileiro é dominado por doenças crônico-degenerativas, como as cardiovasculares, câncer e diabetes, que demandam cuidados contínuos e de alta complexidade. Paralelamente, as causas externas, como a violência urbana e os acidentes de trânsito, representam um grave problema de saúde pública, afetando principalmente a população jovem e produtiva. A compreensão dessa transição é fundamental para o planejamento de políticas de saúde eficazes.
A transição epidemiológica no Brasil é caracterizada por uma mudança no padrão de doenças e causas de morte, com declínio das doenças infecciosas e parasitárias e aumento das doenças crônico-degenerativas e causas externas.
As principais doenças crônico-degenerativas incluem doenças cardiovasculares (infarto, AVC), câncer, diabetes mellitus e doenças respiratórias crônicas, que estão fortemente associadas ao envelhecimento populacional e a estilos de vida.
As causas externas, como homicídios, acidentes de trânsito e suicídios, representam uma parcela significativa da mortalidade, especialmente em populações mais jovens e em áreas urbanas, refletindo problemas sociais e de segurança pública.
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