Transição Epidemiológica: Doenças Persistentes no Brasil

UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015

Enunciado

No que diz respeito à temática de transição epidemiológica no Brasil, algumas doenças são caracterizadas com tendência de persistência, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Malária.
  2. B) Tuberculose.
  3. C) Leishmaniose visceral e tegumentar (com expansão em áreas urbanas).
  4. D) Esquistossomose.
  5. E) Tétano acidental.

Pérola Clínica

Transição epidemiológica no Brasil: DIPs persistem (malária, TB, leishmaniose, esquistossomose); tétano acidental ↓ com vacinação.

Resumo-Chave

A transição epidemiológica no Brasil é caracterizada pela coexistência de doenças crônicas não transmissíveis e a persistência de algumas doenças infecciosas e parasitárias (DIPs), como malária, tuberculose, leishmaniose e esquistossomose. O tétano acidental, por outro lado, tem sua incidência drasticamente reduzida pela vacinação, não sendo uma doença de persistência significativa.

Contexto Educacional

A transição epidemiológica é um fenômeno global que descreve as mudanças nos padrões de morbimortalidade de uma população ao longo do tempo. No Brasil, essa transição é caracterizada por um perfil complexo, onde doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como doenças cardiovasculares e diabetes, coexistem com a persistência de um grupo significativo de doenças infecciosas e parasitárias (DIPs). Esse cenário reflete as desigualdades sociais e regionais do país, bem como os desafios persistentes em saneamento básico, acesso à saúde e controle de vetores. Doenças como malária, tuberculose, leishmaniose visceral e tegumentar (com expansão para áreas urbanas) e esquistossomose são exemplos clássicos de DIPs que demonstram tendência de persistência no Brasil. A malária, embora com avanços no controle, ainda é endêmica em regiões amazônicas. A tuberculose permanece um grave problema de saúde pública, agravado por fatores sociais e pela coinfecção com HIV. A leishmaniose, especialmente a visceral, tem mostrado urbanização e expansão geográfica. A esquistossomose, ligada à falta de saneamento, ainda afeta milhões. Em contraste, o tétano acidental é uma doença cuja incidência foi drasticamente reduzida no Brasil devido à ampla cobertura vacinal (vacina DTP/dT). Embora ainda ocorram casos, principalmente em idosos não vacinados ou com esquema incompleto, não é considerada uma doença com tendência de persistência no mesmo patamar das outras DIPs mencionadas. A sua erradicação ou controle é um exemplo de sucesso das políticas de imunização, destacando a importância da vacinação como ferramenta de saúde pública para residentes.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a transição epidemiológica no Brasil?

A transição epidemiológica no Brasil é marcada pela coexistência de um perfil de morbimortalidade de países desenvolvidos (doenças crônicas não transmissíveis) e de países em desenvolvimento (doenças infecciosas e parasitárias persistentes).

Por que algumas doenças infecciosas ainda persistem no Brasil?

A persistência de DIPs como malária, tuberculose e leishmaniose está ligada a fatores socioeconômicos, ambientais, falhas na infraestrutura de saneamento, desigualdades no acesso à saúde e desafios no controle de vetores e reservatórios.

Como o tétano acidental se diferencia das outras doenças mencionadas na transição epidemiológica?

O tétano acidental, diferentemente das outras doenças, tem sua incidência controlada e reduzida significativamente pela vacinação (vacina DTP/dT), tornando-o menos persistente no cenário epidemiológico atual.

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