SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2019
Sobre Transição Epidemiológica e Demográfica, leia as sentenças abaixo: I. Conceitua- se transição demográfica ( em termos demográficos estritos) como a passagem de um contexto populacional no qual prevalecem altos coeficientes de mortalidade e natalidade para outro em que esses coeficientes alcançam valores muito reduzidos. II. A natalidade, juntamente com a mortalidade, determina o crescimento vegetativo de uma população. III. Na transição epidemiológica, observa-se mudança no perfil de morbimortalidade caracterizado pela substituição gradual das doenças infecciosas e parasitárias pelas doenças crônicas e degenerativas. IV. O formato tipicamente triangular da pirâmide populacional, que prevalecia na primeira metade do século XX, no Brasil, não é mais observado no início do século XXI. V. Observa-se que o Brasil não tem seguido o mesmo processo de transição epidemiológica, observado nos países industrializados centrais do capitalismo. Estão CORRETAS
Transição Demográfica/Epidemiológica = ↓ natalidade/mortalidade, ↑ doenças crônicas, envelhecimento populacional, mudança pirâmide etária.
A transição demográfica e epidemiológica descreve a mudança de padrões de natalidade, mortalidade e morbimortalidade de doenças infecciosas para crônicas. No Brasil, esse processo tem características próprias, mas segue a tendência global de envelhecimento populacional e aumento da carga de doenças não transmissíveis, alterando a pirâmide etária.
A transição demográfica e epidemiológica são fenômenos interligados que descrevem profundas mudanças na estrutura populacional e nos padrões de saúde de uma sociedade. A transição demográfica refere-se à passagem de um regime de alta natalidade e mortalidade para um de baixa natalidade e mortalidade, resultando em um crescimento populacional mais lento e um envelhecimento progressivo da população. Paralelamente, a transição epidemiológica é caracterizada pela mudança no perfil de morbimortalidade, com a diminuição da prevalência de doenças infecciosas e parasitárias e o aumento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas. O crescimento vegetativo de uma população é diretamente determinado pela relação entre natalidade e mortalidade. No Brasil, essas transições têm sido rápidas e heterogêneas, com a pirâmide populacional perdendo seu formato triangular típico do século XX e assumindo um formato mais retangular, refletindo o envelhecimento. Embora o processo brasileiro tenha suas particularidades, ele segue a tendência global observada em países industrializados, com o desafio de lidar simultaneamente com doenças infeccionais persistentes e a crescente carga das DCNTs.
A transição demográfica é a passagem de um padrão populacional com altas taxas de natalidade e mortalidade para um com baixas taxas, resultando em um crescimento populacional mais lento e, eventualmente, em um envelhecimento da população.
A transição epidemiológica é marcada pela substituição gradual das doenças infecciosas e parasitárias como principais causas de morbimortalidade pelas doenças crônicas não transmissíveis (cardiovasculares, câncer, diabetes) e causas externas.
A pirâmide populacional reflete a estrutura etária e de gênero de uma população. Com a transição demográfica, a base da pirâmide (jovens) se estreita e o topo (idosos) se alarga, indicando o envelhecimento populacional e a redução da natalidade.
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