INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2018
Com base no gráfico, a seguir, e em conhecimentos prévios, pode-se inferir que as afirmativas são verdadeiras, exceto:
Transição demográfica no Brasil: ↓ fecundidade, ↑ idosos, ↑ DCNT.
A transição demográfica no Brasil é marcada pela redução das taxas de natalidade e fecundidade, aumento da expectativa de vida e envelhecimento populacional. Isso leva a uma transição epidemiológica, com predominância de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como principais causas de morbimortalidade, especialmente em idosos e camadas mais pobres.
A transição demográfica no Brasil é um fenômeno complexo que tem reconfigurado profundamente o perfil de saúde da população. Caracterizada pela queda das taxas de natalidade e fecundidade, e pelo aumento da expectativa de vida, essa transição resulta em um envelhecimento populacional significativo, com implicações diretas para o sistema de saúde e a epidemiologia das doenças. Concomitantemente, ocorre a transição epidemiológica, onde as doenças infecciosas e parasitárias, antes predominantes, cedem espaço às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas. Essas DCNT são hoje as principais causas de morbimortalidade no país, afetando desproporcionalmente as camadas mais vulneráveis da população. Embora as causas externas (acidentes e violências) sejam um problema grave de saúde pública, especialmente em jovens adultos, as DCNT são as principais responsáveis pela mortalidade em faixas etárias mais avançadas, como 49 a 59 anos. Compreender essas dinâmicas é fundamental para o planejamento de políticas públicas de saúde e para a prática clínica do médico, que enfrentará cada vez mais pacientes com múltiplas comorbidades crônicas.
Os principais aspectos incluem a redução das taxas de natalidade e fecundidade, o aumento da expectativa de vida e o consequente envelhecimento da população.
A transição demográfica leva a uma transição epidemiológica, onde as doenças infecciosas e parasitárias dão lugar às doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como as principais causas de morbimortalidade.
Na faixa etária de 49 a 59 anos, as principais causas de mortalidade masculina são geralmente as doenças crônicas não transmissíveis, como doenças cardiovasculares e neoplasias, e não as causas externas.
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