UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2022
“Acompanhando uma tendência mundial, o crescimento da população brasileira vem diminuindo nas últimas quatro décadas. [...] Além de estar crescendo menos, a população brasileira também apresenta outra característica: o envelhecimento.” (Coleção Almanaque Abril. nº 4. 2004. p. 4)Este processo de mudanças no perfil da população brasileira, que é denominado “transição demográfica”, tem como características:I. O aumento da longevidade e da queda da fecundidade e da mortalidade, sobretudo, com o progresso da medicina e das condições sanitárias.II. A diminuição do número de filhos por famílias em razão das transformações econômicas e sociais que levaram a mulher ao mercado de trabalho.III. A mudança no desenho da pirâmide etária brasileira que passa a apresentar base mais estreita e topo mais largo.IV. O aumento da participação dos homens na pirâmide etária, que passaram a viver mais que as mulheres, as quais, tornaram-se mais expostas à mortalidade por homicídios e acidentes.V. Estão CORRETAS apenas as proposições
Transição demográfica = ↑ longevidade, ↓ fecundidade e mortalidade, pirâmide etária com base estreita e topo largo.
A transição demográfica no Brasil é marcada pelo aumento da expectativa de vida, queda das taxas de natalidade e mortalidade, e uma consequente mudança na estrutura etária da população, com envelhecimento progressivo e alteração da pirâmide etária.
A transição demográfica é um fenômeno global que descreve a mudança no perfil populacional de um país, passando de altas taxas de natalidade e mortalidade para baixas taxas de ambos. No Brasil, esse processo tem sido acelerado nas últimas décadas, resultando em um significativo envelhecimento da população. Este fenômeno é impulsionado por diversos fatores, como o progresso da medicina, a melhoria das condições sanitárias, o acesso à educação e a métodos contraceptivos, e a crescente participação feminina no mercado de trabalho. As principais características da transição demográfica incluem a queda acentuada da taxa de fecundidade, a diminuição da mortalidade (especialmente infantil) e o consequente aumento da expectativa de vida ou longevidade. Essas mudanças alteram profundamente a estrutura etária da população, que pode ser visualizada na pirâmide etária. Tradicionalmente, países em desenvolvimento possuem uma pirâmide com base larga (muitos jovens) e topo estreito (poucos idosos). Com a transição, a base se estreita e o topo se alarga, indicando uma população mais envelhecida. Para a saúde pública, a transição demográfica impõe novos desafios. Há uma mudança no perfil epidemiológico, com a predominância de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) sobre as doenças infecciosas. Isso exige uma reorientação dos sistemas de saúde, com foco na atenção ao idoso, na prevenção e manejo de DCNTs, e na formação de profissionais capacitados para lidar com as demandas de uma população que vive mais e com mais comorbidades. Compreender esses conceitos é vital para residentes que atuarão em um cenário de saúde em constante transformação.
Os principais fatores incluem o avanço da medicina, a melhoria das condições sanitárias, o acesso a métodos contraceptivos, a urbanização e a maior inserção da mulher no mercado de trabalho, que contribuem para a queda da mortalidade e da fecundidade.
A transição demográfica leva a uma pirâmide etária com base mais estreita (menos nascimentos), corpo mais largo (maior proporção de adultos) e topo mais largo (maior proporção de idosos), refletindo o envelhecimento da população.
O envelhecimento populacional traz desafios como o aumento da demanda por serviços de saúde para doenças crônicas não transmissíveis, a necessidade de adaptação da infraestrutura de saúde e a formação de profissionais especializados em geriatria e gerontologia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo