Transfusão de Emergência no Choque Hipovolêmico por Trauma

PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 18 anos, vítima de trauma abdominal com equimose no abdome devido ao cinto de segurança, apresenta choque hipovolêmico com pulso fino de 120 bpm, pressão arterial de 80-60 mmHg, perfusão diminuída e palidez cutâneo-mucosa. Considerando a necessidade de transfusão sanguínea, qual das seguintes opções é a MAIS adequada?

Alternativas

  1. A) Transfundir concentrado de hemácias tipo O, mesmo sem tipagem sanguínea prévia, devido à urgência da situação.
  2. B) Aguardar a tipagem sanguínea completa antes de iniciar a transfusão, mesmo em caso de choque exsanguinante.
  3. C) Transfundir concentrado de hemácias do mesmo tipo sanguíneo do paciente, mesmo sem prova cruzada, caso não haja sangue compatível disponível.
  4. D) Priorizar a reposição volêmica com cristaloides antes de iniciar a transfusão sanguínea.

Pérola Clínica

Choque hipovolêmico grave em trauma → Transfusão de hemácias tipo-específicas sem prova cruzada é aceitável se urgência extrema.

Resumo-Chave

Em situações de choque hipovolêmico grave e exsanguinante por trauma, onde há necessidade imediata de transfusão e não há tempo para prova cruzada, é aceitável transfundir concentrado de hemácias do mesmo tipo sanguíneo do paciente (tipo-específico). Se o tipo sanguíneo for desconhecido, usa-se O negativo (universal).

Contexto Educacional

O choque hipovolêmico por trauma é uma das principais causas de morte evitável em pacientes traumatizados. A perda sanguínea maciça leva à diminuição da perfusão tecidual e hipóxia celular, exigindo intervenção rápida e eficaz. A avaliação inicial e o manejo seguem os princípios do ATLS, com foco na estabilização hemodinâmica. A fisiopatologia envolve a redução do volume intravascular, comprometendo o débito cardíaco e a entrega de oxigênio aos tecidos. O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais vitais e na avaliação da perfusão. A reposição volêmica é a pedra angular do tratamento, iniciando com cristaloides, mas rapidamente progredindo para hemoderivados (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado, plaquetas) em casos de hemorragia grave. Em situações de emergência extrema, onde a vida do paciente está em risco iminente e não há tempo para a prova cruzada completa, a transfusão de concentrado de hemácias tipo-específicas (se o tipo do paciente for conhecido) é aceitável. Se o tipo sanguíneo for desconhecido, utiliza-se o sangue O negativo, considerado doador universal. A prioridade é restaurar a capacidade de transporte de oxigênio e a volemia para evitar a falência de múltiplos órgãos. A transfusão maciça segue protocolos específicos para garantir a reposição balanceada de componentes sanguíneos.

Perguntas Frequentes

Quando a transfusão sanguínea é indicada no trauma?

A transfusão sanguínea é indicada em pacientes com choque hipovolêmico grave que não respondem à reposição inicial de cristaloides, ou quando há evidência de perda sanguínea maciça e persistente, com sinais de hipoperfusão tecidual e risco de vida.

Qual a prioridade na transfusão de emergência se o tipo sanguíneo é desconhecido?

Em caso de urgência extrema e tipo sanguíneo desconhecido, a prioridade é transfundir concentrado de hemácias O negativo, que é o doador universal, minimizando o risco de reação transfusional imediata e garantindo a reposição rápida.

Qual o papel da prova cruzada na transfusão de emergência?

A prova cruzada é um teste de compatibilidade que leva tempo. Em emergências com risco de vida, pode-se transfundir sangue tipo-específico (se o tipo do paciente for conhecido) sem prova cruzada, ou O negativo, para não atrasar a reposição volêmica e de oxigênio, que é prioritária.

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