Transfusão Emergencial: Ética e Trauma Grave

PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 30 anos, vítima de colisão automobilística com compressão de pelve, permaneceu presa em ferragens. Após resgate, trazida ao hospital. Ao exame físico observa-se que a paciente encontra-se agitada, sudoreica, desorientada e confusa. Palidez cutâneo mucosa 3+/4, pulsos filiformes. Tempo de enchimento capilar 4 s, PA 70 x 50 mmHg, FC = 142 bpm, FR = 37ipm, SpO2 = 90% em ar ambiente. O exame cervical, tórax e abdome não revela alterações dignas de nota. Na pelve há deformidade, com instabilidade e crepitação à mobilização da bacia nos 3 eixos. Foi indicada a cirurgia para aplicação de fixador externo. Familiares informaram ser a paciente Testemunha de Jeová, negando terminantemente a hemotransfusão. Com relação à conduta transfusional, tendo em vistas o Código de Ética Médica, o que é mais correto?

Alternativas

  1. A) A transfusão deve ser realizada independente da vontade dos familiares, e as primeiras unidades devem ser administradas antes dos exames de tipagem e contra prova;
  2. B) A vontade da paciente e dos familiares e sua autonomia deve ser respeitada não importa qual seja a situação, devendo a transfusão ser suspensa;
  3. C) Paciente deve ser transfundida com hemoderivados, independente da vontade dos familiares, mas somente após liberação da tipagem e contra prova;
  4. D) Este caso pode ser adequadamente conduzido sem hemotransfusão, utilizando-se de fluídos cristalóides e colóides, técnicas de hemopreservação e hipotensão permissiva até que se obtenha uma liminar judicial para autorização do uso de hemoderivados.

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