Transfusão de Plaquetas: Indicações e Uso Racional

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022

Enunciado

Seguindo as normas do uso racional de hemoderivados, qual dos pacientes a seguir teria indicação para receber transfusão deplaquetas segundo o guia para uso de hemocomponentes do Ministério da Saúde?

Alternativas

  1. A) Paciente em quimioterapia que será submetido a punção lombar para coleta de líquor com plaquetas de 22000/µL.
  2. B) Paciente com quadro de plaquetopenia de 18000 /µL após quimioterapia por neoplasia pulmonar e quadro de neu￾tropenia febril.
  3. C) Paciente com quadro de Dengue e plaquetopenia de 12000/ µL, porém ainda sem sangramentos ativos.
  4. D) Paciente com quadro de coagulação intravascular disseminada e plaquetas 25000 µL, com sangramentos ativos.
  5. E) Paciente com quadro de trombocitopenia induzia por heparina e 8000 plaquetas/ µL, com sangramento leve de mucosas.

Pérola Clínica

Transfusão plaquetas: indicada em plaquetopenia < 20.000/µL com febre/sepsis ou < 10.000/µL sem sangramento.

Resumo-Chave

A indicação de transfusão de plaquetas é baseada no nível de plaquetas e na presença de sangramento ou fatores de risco. Em pacientes com plaquetopenia induzida por quimioterapia, a profilaxia é geralmente indicada quando as plaquetas caem abaixo de 10.000/µL. No entanto, em pacientes com febre ou sepse, o limiar para transfusão profilática é mais alto, geralmente < 20.000/µL, devido ao risco aumentado de sangramento.

Contexto Educacional

O uso racional de hemoderivados é um pilar da medicina transfusional, visando otimizar os benefícios da transfusão enquanto minimiza os riscos associados. A transfusão de plaquetas é um procedimento comum, mas suas indicações devem ser rigorosamente seguidas, especialmente em cenários complexos como a oncologia e a terapia intensiva. O Guia para Uso de Hemocomponentes do Ministério da Saúde fornece diretrizes claras para a prática clínica. As indicações para transfusão de plaquetas dependem de múltiplos fatores, incluindo a contagem plaquetária, a presença de sangramento ativo, a causa da plaquetopenia e a presença de comorbidades ou fatores de risco. Em pacientes com plaquetopenia induzida por quimioterapia, o risco de sangramento é elevado. Para transfusão profilática, o limiar geralmente aceito é de plaquetas < 10.000/µL. No entanto, em situações de risco aumentado, como febre, sepse, disfunção de órgãos ou procedimentos invasivos, esse limiar é elevado para < 20.000/µL. No caso da questão, um paciente com plaquetopenia de 18.000/µL após quimioterapia e neutropenia febril se encaixa na indicação de transfusão profilática, pois a febre e a neutropenia aumentam significativamente o risco de sangramento grave, justificando um limiar mais alto. Outras situações, como sangramento ativo em CID ou TIH, têm indicações específicas que podem exigir níveis plaquetários mais altos ou abordagens diferentes. O residente deve dominar esses critérios para uma prática segura e eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são as indicações gerais para transfusão profilática de plaquetas?

A transfusão profilática é geralmente indicada para pacientes com plaquetas < 10.000/µL sem sangramento ativo. Em pacientes com fatores de risco adicionais, como febre, sepse ou disfunção de órgãos, o limiar pode ser elevado para < 20.000/µL.

Quando a transfusão de plaquetas é indicada em pacientes com sangramento ativo?

Em pacientes com sangramento ativo clinicamente significativo, a transfusão de plaquetas é indicada para manter os níveis acima de 50.000/µL. Em sangramentos graves ou em SNC, o alvo pode ser > 100.000/µL.

Qual a diferença na indicação de plaquetas para pacientes em quimioterapia versus outras causas de plaquetopenia?

Pacientes em quimioterapia com plaquetopenia têm um risco aumentado de sangramento e, se apresentarem febre ou sepse, a indicação profilática de plaquetas é mais liberal (geralmente < 20.000/µL) devido à maior fragilidade vascular e disfunção plaquetária induzida pela quimio.

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