SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Assumindo que a concentração de hemoglobina é de 170 g/L no nascimento, e que existem 3,47 mg de ferro (Fe) por grama de hemoglobina (Hb) para um recém-nascido de 3,2 kg, a transfusão placentária de 40 ml/kg fornecerá:
Transfusão placentária (40 mL/kg) em RN 3,2kg com Hb 170 g/L e 3,47 mg Fe/g Hb → 75,5 mg Fe.
A transfusão placentária, ou clampeamento tardio do cordão umbilical, aumenta significativamente o volume sanguíneo do recém-nascido e, consequentemente, a quantidade de ferro transferida. Este aporte adicional de ferro é crucial para a formação de hemoglobina e para as reservas de ferro do bebê, contribuindo para a prevenção da anemia ferropriva nos primeiros meses de vida.
A transfusão placentária, mais conhecida como clampeamento tardio do cordão umbilical, é uma prática recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por diversas sociedades de pediatria e obstetrícia. Ela consiste em aguardar de 1 a 3 minutos (ou até o cordão parar de pulsar) antes de clampear o cordão, permitindo que uma quantidade significativa de sangue placentário seja transferida para o recém-nascido. Este volume adicional de sangue é rico em hemoglobina e, consequentemente, em ferro, um micronutriente vital para o desenvolvimento infantil. O ferro é essencial para a síntese de hemoglobina, mioglobina e diversas enzimas. No período neonatal, as reservas de ferro são cruciais, pois o leite materno, embora ideal, não é uma fonte rica em ferro. A deficiência de ferro nos primeiros anos de vida pode levar à anemia ferropriva, que tem impactos negativos no desenvolvimento cognitivo, motor e imunológico da criança. A transfusão placentária é uma estratégia simples e eficaz para aumentar as reservas de ferro ao nascimento, postergando a necessidade de suplementação. Para residentes em obstetrícia e pediatria, compreender os benefícios e o mecanismo da transfusão placentária é fundamental. Saber calcular o aporte de ferro fornecido ajuda a quantificar o impacto dessa prática e a orientar os pais sobre a importância do clampeamento tardio. Além disso, o conhecimento sobre o metabolismo do ferro neonatal e as estratégias de prevenção da anemia ferropriva são pilares para a promoção da saúde infantil e para a preparação para exames de residência que abordam a fisiologia e o manejo do recém-nascido.
O clampeamento tardio permite a transfusão de um volume adicional de sangue placentário para o recém-nascido, o que aumenta o volume sanguíneo total e, consequentemente, a quantidade de hemoglobina e ferro. Isso contribui significativamente para as reservas de ferro do bebê, ajudando a prevenir a anemia ferropriva nos primeiros meses de vida.
A concentração de hemoglobina é crucial porque o ferro é transportado principalmente ligado à hemoglobina. Para calcular a quantidade de ferro transferida, é necessário saber quanto de hemoglobina está presente no volume de sangue transfundido, e então converter essa quantidade de hemoglobina para a massa de ferro.
Além do aumento das reservas de ferro, o clampeamento tardio está associado a um maior volume sanguíneo, menor risco de anemia ferropriva, melhores níveis de hemoglobina e hematócrito, e pode ter benefícios no neurodesenvolvimento em longo prazo, especialmente em prematuros.
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