CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
Para o tratamento das hemorragias maciças que se seguem aos politraumatismos, a conduta hemoterápica imediata consiste em realizar transfusão de:
Politrauma com hemorragia maciça → Transfusão maciça: Hemácias, Plasma, Plaquetas (1:1:1).
Em hemorragias maciças por politraumatismos, a ressuscitação hemostática precoce com transfusão de hemocomponentes em proporções balanceadas (hemácias, plasma, plaquetas) visa corrigir a coagulopatia induzida pelo trauma e prevenir a tríade letal (acidose, hipotermia, coagulopatia). Essa abordagem melhora a sobrevida.
A hemorragia maciça em pacientes politraumatizados é uma das principais causas de morte evitável. A identificação precoce e o manejo agressivo são cruciais. O conceito de ressuscitação hemostática, que prioriza a reposição balanceada de hemocomponentes, tem revolucionado a abordagem desses pacientes, visando restaurar a hemostasia e a capacidade de transporte de oxigênio simultaneamente. A fisiopatologia da coagulopatia induzida pelo trauma é complexa, envolvendo diluição, hipotermia, acidose e consumo de fatores de coagulação. O protocolo de transfusão maciça preconiza a administração precoce de concentrados de hemácias, plasma fresco congelado e concentrados de plaquetas em proporções próximas a 1:1:1. Essa abordagem visa prevenir ou reverter a coagulopatia e a tríade letal, melhorando significativamente a sobrevida. O tratamento envolve não apenas a transfusão, mas também o controle cirúrgico da fonte de sangramento e o manejo da hipotermia e acidose. O prognóstico depende da rapidez e eficácia da intervenção. É fundamental que residentes compreendam a importância da ativação precoce do protocolo de transfusão maciça e o papel de cada hemocomponente na restauração da hemostasia.
O protocolo de transfusão maciça é ativado em pacientes com hemorragia grave e instabilidade hemodinâmica, geralmente definida por escore de trauma, necessidade de transfusão rápida de múltiplas unidades de hemácias ou sinais clínicos de choque hemorrágico. A avaliação rápida da perda sanguínea e da resposta inicial à fluidoterapia é crucial.
A proporção 1:1:1 mimetiza o sangue total e visa corrigir precocemente a coagulopatia induzida pelo trauma, que é multifatorial. Ao repor fatores de coagulação (plasma) e plaquetas junto com a capacidade de transporte de oxigênio (hemácias), busca-se restaurar a hemostasia e evitar a tríade letal (hipotermia, acidose e coagulopatia).
As complicações incluem coagulopatia dilucional, hipocalcemia (devido ao citrato), hipotermia, sobrecarga circulatória associada à transfusão (TACO), lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão (TRALI) e reações transfusionais imunológicas. O monitoramento contínuo e a correção de distúrbios metabólicos são essenciais.
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