FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022
Homem, 54 anos, submetido a hepatectomia, com sangramento aumentado no intraoperatório devido a intercorrências cirúrgicas, recebendo mais de dez unidades de concentrado de hemácias num período de seis horas. No pós-operatório imediato poderá ocorrer, EXCETO:
Transfusão maciça → hipocalcemia, hipercalemia, sobrecarga circulatória, ↑ ferro. Hipernatremia é rara.
Transfusões maciças podem levar a diversas alterações eletrolíticas e hemodinâmicas. A hipocalcemia ocorre pela quelação do cálcio pelo citrato, e a hipercalemia pela liberação de potássio das hemácias armazenadas. A hipernatremia, no entanto, é uma complicação incomum, sendo mais provável a hiponatremia dilucional ou acidose metabólica.
A transfusão maciça, definida como a administração de mais de 10 unidades de concentrado de hemácias em 24 horas ou 4 unidades em uma hora, é uma intervenção vital em pacientes com sangramento maciço, como o descrito após uma hepatectomia. No entanto, ela está associada a uma série de complicações que o residente deve conhecer para um manejo adequado no pós-operatório imediato. Entre as complicações mais comuns estão as alterações eletrolíticas. A hipocalcemia é frequente devido à quelação do cálcio ionizado pelo citrato, um anticoagulante presente nas bolsas de sangue. A hipercalemia pode ocorrer pela liberação de potássio das hemácias armazenadas, especialmente em bolsas mais antigas. Além disso, a sobrecarga circulatória associada à transfusão (TACO) é uma preocupação, manifestando-se como edema pulmonar e insuficiência cardíaca devido ao volume infundido. O aumento dos níveis séricos de ferro também pode ocorrer devido à hemólise das hemácias transfundidas. É crucial notar que a hipernatremia é uma complicação incomum da transfusão maciça. Na verdade, a hiponatremia dilucional pode ser mais provável devido à infusão de grandes volumes de fluidos. O manejo dessas complicações exige monitorização rigorosa dos eletrólitos, função cardíaca e respiratória, além de medidas de suporte como a administração de cálcio, diuréticos e, em alguns casos, hemodiálise. O conhecimento dessas intercorrências é fundamental para a segurança do paciente submetido a transfusões de grande volume.
As principais complicações eletrolíticas da transfusão maciça incluem hipocalcemia, devido à quelação do cálcio pelo citrato presente nos hemoderivados, e hipercalemia, causada pela liberação de potássio das hemácias armazenadas que sofrem lise.
A hipernatremia é incomum porque os concentrados de hemácias são geralmente isotônicos ou ligeiramente hipotônicos. A sobrecarga de volume pode, na verdade, levar à hiponatremia dilucional. Outras complicações mais prováveis incluem acidose metabólica e hipotermia.
TACO é uma complicação grave da transfusão maciça, caracterizada por insuficiência cardíaca aguda e edema pulmonar não cardiogênico, resultante da infusão rápida de grande volume de fluidos. Manifesta-se com dispneia, taquicardia, hipertensão e hipoxemia.
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