HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
No intraoperatório de um paciente que recebeu grande volume de infusão sanguínea, o cirurgião percebe que por diversos pontos começam a “brotar” sangue. Essa hemorragia tem, neste caso, como causas principais:
Transfusão maciça + sangramento difuso → Trombocitopenia dilucional, falta de fatores, CIVD, reação hemolítica.
A hemorragia difusa em um paciente que recebeu grande volume de infusão sanguínea (transfusão maciça) é um cenário complexo. As principais causas incluem a trombocitopenia de diluição e a diluição dos fatores de coagulação, a ativação da coagulação intravascular disseminada (CIVD) e, menos comumente, uma reação hemolítica transfusional.
A hemorragia difusa no intraoperatório, especialmente após a infusão de grandes volumes de sangue e fluidos, é uma complicação grave que exige reconhecimento e manejo rápidos. Esse cenário, conhecido como transfusão maciça, pode levar a uma complexa coagulopatia com múltiplas etiologias. As principais causas incluem a trombocitopenia de diluição e a diluição dos fatores de coagulação, pois os concentrados de hemácias e cristaloides não contêm plaquetas ou fatores de coagulação em quantidades adequadas. Além da diluição, a coagulação intravascular disseminada (CIVD) é uma causa importante. A CIVD pode ser desencadeada por trauma, sepse, choque ou a própria cirurgia, levando a um consumo excessivo de plaquetas e fatores de coagulação, resultando em sangramento microvascular generalizado. Uma reação hemolítica transfusional, embora menos comum, também pode precipitar a CIVD e agravar a hemorragia. O manejo envolve a identificação da causa subjacente, a correção da coagulopatia com a administração de plaquetas, plasma fresco congelado (PFC) e crioprecipitado, além de medidas de suporte hemodinâmico. A monitorização contínua dos parâmetros de coagulação é essencial para guiar a terapia e controlar o sangramento.
É a redução da contagem de plaquetas devido à infusão de grandes volumes de fluidos e hemocomponentes que não contêm plaquetas funcionais em quantidade suficiente, diluindo as plaquetas do paciente.
A CIVD é uma ativação sistêmica e desregulada da coagulação, levando à formação de microtrombos e consumo generalizado de plaquetas e fatores de coagulação, resultando em sangramento paradoxal.
Uma reação hemolítica aguda pode causar CIVD e liberação de substâncias vasoativas, contribuindo para a coagulopatia e o sangramento difuso.
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