IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024
Considerando o manejo da doença hemolítica perinatal (DHP), é correto afirmar que
Transfusão intrauterina DHP → Sangue O Rh-, Ht 65-85%, irradiado (↓ reação enxerto-hospedeiro).
A transfusão intrauterina é crucial no manejo da DHP grave. O uso de sangue O Rh negativo e irradiado minimiza riscos como reações transfusionais e doença do enxerto contra o hospedeiro, enquanto o hematócrito otimizado garante a correção efetiva da anemia fetal.
A Doença Hemolítica Perinatal (DHP) é uma condição grave causada pela passagem de anticorpos maternos que destroem os glóbulos vermelhos fetais, resultando em anemia. A incompatibilidade Rh é a causa mais comum, mas outras incompatibilidades de grupos sanguíneos também podem ocorrer. O manejo adequado é crucial para prevenir complicações como hidropsia fetal e óbito. O diagnóstico e monitoramento da DHP envolvem a titulação de anticorpos maternos, o teste de Coombs direto e, principalmente, a dopplervelocimetria da artéria cerebral média (PVS-ACM). Valores de PVS-ACM acima de 1,5 MoM são altamente preditivos de anemia fetal moderada a grave, guiando a necessidade de intervenções. A avaliação do PVS-ACM deve ser rotineira em gestantes Rh negativo sensibilizadas. Quando a anemia fetal é grave, a transfusão intrauterina é a principal intervenção. O sangue utilizado deve ser do tipo O Rh negativo, com hematócrito concentrado (65-85%) para maximizar a correção da anemia, e obrigatoriamente irradiado para prevenir a doença do enxerto contra o hospedeiro. A bilirrubina indireta elevada no sangue fetal, embora um marcador de hemólise, não causa dano neurológico intrauterino direto, mas sim no período neonatal.
A transfusão intrauterina é indicada principalmente quando o pico de velocidade sistólica da artéria cerebral média (PVS-ACM) está acima de 1,5 MoM, indicando anemia fetal moderada a grave, ou na presença de hidropsia fetal.
O sangue deve ser irradiado para inativar os linfócitos T do doador, prevenindo a doença do enxerto contra o hospedeiro, uma complicação potencialmente fatal em fetos com sistema imunológico imaturo.
O PVS-ACM aumenta em fetos anêmicos devido à diminuição da viscosidade sanguínea e ao aumento do fluxo cerebral, sendo um método não invasivo e altamente sensível para detectar anemia fetal moderada a grave.
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