Transfusão de Hemocomponentes: Indicações e Efeitos

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022

Enunciado

Sobre a indicação de transfusão de hemocomponentes, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) em geral, a transfusão de uma unidade de concentrado de hemácias aumenta a dosagem de hemoglobina em 1 mg/dL, caso não haja sangramento ativo.
  2. B) não havendo contraindicações, e na inexistência de sangramento ativo, a transfusão de plaquetas está indicada, profilaticamente, em valores < 60.000/L, segundo o Ministério da Saúde.
  3. C) em trombocitopenias induzidas por heparina, as transfusões de plaquetas aumentam consideravelmente o risco de trombose.
  4. D) em neurocirurgias e cirurgias oftalmológicas, é recomendado que a contagem de plaquetas esteja em torno de 100.000/L, imediatamente antes do procedimento.
  5. E) hospitais que atendam pacientes vítimas de trauma devem ter protocolo de transfusão maciça vigente.

Pérola Clínica

1 unidade de concentrado de hemácias ↑ Hb em ~1 g/dL (não 1 mg/dL) em ausência de sangramento ativo.

Resumo-Chave

A regra geral na medicina transfusional é que uma unidade de concentrado de hemácias eleva a hemoglobina em aproximadamente 1 g/dL (ou 10 mg/dL) em um adulto sem sangramento ativo. A alternativa apresentava "1 mg/dL", o que é um erro de magnitude e unidade.

Contexto Educacional

A transfusão de hemocomponentes é uma prática comum e vital na medicina, mas deve ser realizada com base em indicações precisas e conhecimento dos seus efeitos e riscos. O uso racional do sangue é fundamental para otimizar os resultados do paciente e minimizar complicações. A fisiopatologia da anemia e das coagulopatias determina a necessidade de transfusão. O concentrado de hemácias é indicado para aumentar a capacidade de transporte de oxigênio em pacientes anêmicos sintomáticos ou com sangramento ativo. É crucial entender que uma unidade de concentrado de hemácias eleva a hemoglobina em cerca de 1 g/dL em adultos, um valor muito diferente de 1 mg/dL. As plaquetas são transfundidas para prevenir ou tratar sangramentos em pacientes com trombocitopenia ou disfunção plaquetária. No entanto, em condições específicas como a trombocitopenia induzida por heparina (TIH), a transfusão de plaquetas é contraindicada devido ao risco aumentado de trombose. Para cirurgias de alto risco, como neurocirurgias, limiares plaquetários mais elevados são recomendados. Hospitais que atendem trauma devem ter protocolos de transfusão maciça para gerenciar sangramentos graves e potencialmente fatais.

Perguntas Frequentes

Qual o aumento esperado na hemoglobina após a transfusão de uma unidade de concentrado de hemácias?

Em um adulto sem sangramento ativo, a transfusão de uma unidade de concentrado de hemácias geralmente resulta em um aumento de aproximadamente 1 g/dL (ou 10 mg/dL) na dosagem de hemoglobina.

Por que a transfusão de plaquetas é contraindicada na trombocitopenia induzida por heparina (TIH)?

Na TIH, a transfusão de plaquetas pode paradoxalmente aumentar o risco de eventos trombóticos, pois as plaquetas transfundidas podem ser ativadas pelos anticorpos anti-heparina/PF4, exacerbando o estado protrombótico.

Quais são os limiares de plaquetas recomendados para cirurgias de alto risco, como neurocirurgias?

Para neurocirurgias e cirurgias oftalmológicas, onde o risco de sangramento em espaços confinados é crítico, é geralmente recomendado que a contagem de plaquetas esteja em torno de 100.000/L imediatamente antes do procedimento.

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