Transfusão de Plaquetas: Indicações e Limites de Contagem

UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015

Enunciado

Sobre as indicações clínicas para o uso de componentes sanguíneos, marque a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Está indicada transfusão de hemácias em pacientes com hemoglobina < 8 g/dl ou perda aguda de sangue em paciente saudável, com sinais ou sintomas de diminuição de oferta de oxigênio.
  2. B) Está indicada transfusão de hemácias em pacientes com hemoglobina < 10 g/dl, em pacientes que sabidamente têm risco aumentado de doença arterial coronariana que tiveram ou espera-se que venham a ter hemorragia significativa.
  3. C) Transfusão de hemácias em pacientes assintomáticos, estáveis, com hemoglobina entre 7 g/dl e 10 g/dl, apresenta indicação questionável ou sem fundamento.
  4. D) Deveremos usar transfusão de plaquetas (para profilaxia) em pacientes com contagem recente (menos de 24 horas) < 50.000/mm³.
  5. E) Transfusão de plasma não é justificada para reposição de volume, suplementação nutricional e hipoalbuminemia.

Pérola Clínica

Transfusão profilática de plaquetas geralmente < 10.000/mm³ ou < 20.000/mm³ em febris, não < 50.000/mm³.

Resumo-Chave

A transfusão profilática de plaquetas é indicada para prevenir sangramentos espontâneos em pacientes com plaquetopenia grave, geralmente com contagens abaixo de 10.000/mm³ ou 20.000/mm³ em situações específicas (ex: febre, sepse). O limite de 50.000/mm³ é mais comum para procedimentos invasivos ou sangramento ativo.

Contexto Educacional

A hemoterapia é uma área crucial da medicina, e o conhecimento das indicações corretas para a transfusão de componentes sanguíneos é essencial para a segurança do paciente e a prática clínica baseada em evidências. As diretrizes para transfusão de hemácias, plaquetas e plasma são constantemente atualizadas e variam ligeiramente entre diferentes contextos clínicos, mas alguns princípios gerais permanecem. Para hemácias, a decisão de transfundir não se baseia apenas no nível de hemoglobina, mas também na presença de sintomas de hipóxia tecidual e nas comorbidades do paciente. Geralmente, o limiar é de 7-8 g/dL para pacientes estáveis, e 9-10 g/dL para aqueles com doença cardíaca isquêmica ou risco de sangramento significativo. A transfusão de plaquetas profilática é um ponto de atenção; o limite de 50.000/mm³ é mais aplicável para pacientes que serão submetidos a procedimentos invasivos ou que apresentam sangramento ativo. Para a prevenção de sangramento espontâneo em pacientes sem sangramento ativo, as diretrizes geralmente recomendam transfusão quando a contagem plaquetária é inferior a 10.000/mm³ ou 20.000/mm³ em pacientes febris ou com fatores de risco adicionais. O plasma fresco congelado é indicado para corrigir deficiências de fatores de coagulação em pacientes com sangramento ativo ou risco elevado, e não deve ser usado para reposição volêmica ou hipoalbuminemia. Residentes devem estar familiarizados com essas indicações para evitar transfusões desnecessárias, que carregam riscos, e garantir que os pacientes recebam o tratamento adequado no momento certo.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para transfusão de hemácias?

A transfusão de hemácias é indicada para pacientes com hemoglobina < 7-8 g/dL (dependendo do quadro clínico), ou < 10 g/dL em pacientes com doença arterial coronariana ou hemorragia significativa, sempre considerando sinais e sintomas de hipóxia tecidual.

Em que situações a transfusão profilática de plaquetas é recomendada?

A transfusão profilática de plaquetas é geralmente recomendada para pacientes com contagens abaixo de 10.000/mm³ ou 20.000/mm³ em casos de febre, sepse ou uso de medicamentos que afetam a função plaquetária, para prevenir sangramentos espontâneos.

Quando a transfusão de plasma fresco congelado é apropriada?

O plasma fresco congelado é indicado para correção de coagulopatias com sangramento ativo ou antes de procedimentos invasivos, reversão de anticoagulação oral (ex: varfarina) em emergências, e em casos de Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT). Não é para reposição volêmica ou hipoalbuminemia.

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