ENARE/ENAMED — Prova 2022
Um paciente em tratamento oncológico quimioterápico, que terá programação de tratamento cirúrgico em breve, apresenta astenia importante, porém nega vômitos ou sangramentos. Foram realizados exames laboratoriais. Qual das alternativas a seguir representa indicação de transfusão de ambos os componentes – hemácias e plaquetas – para esse paciente?
Paciente oncológico pré-cirúrgico com Hb < 7 g/dL e plaquetas < 10.000/mm³ → transfusão de ambos hemocomponentes.
Em pacientes oncológicos, especialmente aqueles com programação cirúrgica, os limiares para transfusão de hemácias e plaquetas são mais rigorosos. Hemoglobina abaixo de 7 g/dL e plaquetas abaixo de 10.000/mm³ (ou 20.000-50.000/mm³ dependendo do risco de sangramento ou procedimento invasivo) são indicações claras.
Pacientes em tratamento oncológico, especialmente aqueles submetidos à quimioterapia, frequentemente desenvolvem mielossupressão, resultando em anemia e trombocitopenia. Essas condições podem levar a sintomas como astenia, dispneia e aumento do risco de sangramentos, impactando a qualidade de vida e a capacidade de realizar procedimentos cirúrgicos. O manejo adequado dos hemocomponentes é crucial para otimizar os resultados do tratamento. As indicações para transfusão de hemácias e plaquetas em pacientes oncológicos são baseadas em diretrizes que consideram o nível de hemoglobina e plaquetas, a presença de sintomas, o risco de sangramento e a programação de procedimentos invasivos. Para hemácias, o limiar geralmente é < 7 g/dL, mas pode ser mais alto (7-8 g/dL) em pacientes sintomáticos ou com comorbidades cardíacas. Para plaquetas, a transfusão profilática é indicada para contagens < 10.000/mm³, e para < 20.000-50.000/mm³ antes de procedimentos cirúrgicos ou em caso de sangramento ativo. No caso apresentado, com hemoglobina de 6,8 g/dL e plaquetas de 7.000/mm³, o paciente se enquadra nas indicações para transfusão de ambos os componentes. A transfusão de hemácias visa melhorar a oxigenação tecidual e reduzir a astenia, enquanto a transfusão de plaquetas é essencial para prevenir sangramentos, especialmente considerando a programação cirúrgica iminente. A decisão deve sempre individualizar o paciente, considerando seu estado clínico geral e comorbidades.
Em pacientes oncológicos estáveis, a transfusão de hemácias é geralmente indicada quando a hemoglobina está abaixo de 7 g/dL. Em pacientes sintomáticos (dispneia, astenia grave, angina) ou com comorbidades cardiovasculares, o limiar pode ser mais alto, entre 7-8 g/dL.
A transfusão de plaquetas é indicada profilaticamente quando a contagem é inferior a 10.000/mm³ em pacientes estáveis. Para pacientes com sangramento ativo, febre, ou antes de procedimentos invasivos/cirurgias, o limiar pode ser elevado para 20.000-50.000/mm³.
A quimioterapia frequentemente causa mielossupressão, afetando a produção de células sanguíneas na medula óssea. Isso resulta em diminuição da produção de hemácias (anemia) e plaquetas (trombocitopenia), aumentando os riscos de fadiga, dispneia e sangramentos.
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