HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021
Sobre o correto uso de hemoderivados, assinale a alternativa CORRETA:
Plaquetopenia urêmica com sangramento → Transfundir CH se Hb < 9 g/dL, não apenas por plaquetas.
A indicação de transfusão de concentrado de hemácias não se baseia apenas em um valor absoluto de hemoglobina, mas no contexto clínico do paciente. Em pacientes urêmicos com sangramento e plaquetopenia, a transfusão de hemácias é indicada para melhorar a oxigenação tecidual e auxiliar na hemostasia, especialmente se a Hb for inferior a 9 g/dL, pois a disfunção plaquetária é comum na uremia.
O uso de hemoderivados, especialmente o concentrado de hemácias (CH), é uma prática comum na medicina, mas suas indicações devem ser baseadas em evidências e no contexto clínico individual do paciente. A premissa de que uma unidade de CH eleva a hemoglobina em 1,5 g/dL é um valor superestimado; o esperado é cerca de 1 g/dL em um adulto de 70 kg sem sangramento. A indicação geral para transfusão é frequentemente quando a Hb < 7 g/dL, mas esse limiar pode variar. Em situações específicas, como síndrome coronariana aguda, o limiar transfusional é mais alto (Hb entre 8 e 10 g/dL) para garantir uma oxigenação miocárdica adequada. Na anemia falciforme e outras hemoglobinopatias, a decisão de transfundir é complexa e fortemente vinculada ao quadro clínico (prevenção de AVC, tratamento de síndrome torácica aguda, etc.), e não apenas ao nível de hemoglobina basal do paciente, que pode ser cronicamente baixo. A alternativa correta aborda a plaquetopenia urêmica com sangramento. Pacientes urêmicos frequentemente apresentam disfunção plaquetária, mesmo com contagem normal de plaquetas, o que aumenta o risco de sangramento. Nesses casos, a transfusão de hemácias pode ser indicada para melhorar a hemostasia e a oxigenação, especialmente se a Hb estiver abaixo de 9 g/dL, pois a anemia agrava o quadro hemorrágico e a disfunção plaquetária. É crucial que residentes compreendam que a transfusão é uma terapia que não está isenta de riscos e deve ser indicada com cautela e baseada em critérios bem definidos.
Uma unidade de concentrado de hemácias (CH) geralmente eleva o nível de hemoglobina em aproximadamente 1 g/dL em um adulto de 70 kg sem sangramento ativo.
Em pacientes com síndrome coronariana aguda, a transfusão é geralmente recomendada para manter a hemoglobina entre 8 e 10 g/dL, visando otimizar a oferta de oxigênio ao miocárdio.
Na anemia falciforme, as transfusões são frequentemente guiadas pelo quadro clínico (ex: crises álgicas graves, síndrome torácica aguda, AVC) e não apenas pelo nível de hemoglobina, que pode ser cronicamente baixo.
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