ISMEP - Instituto de Saúde e Medicina de Brasília (DF) — Prova 2023
No atendimento a pacientes vítimas de queimaduras, após a estabilização inicial, deve-se iniciar o processo de transferência para serviço de referência que possa manejar a complexidade do cuidado, caso seja indicado. A respeito da transferência de pacientes queimados para centro de referência é correto afirmar que
O atendimento inicial ao paciente queimado é uma emergência que exige uma abordagem sistemática, seguindo os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), com foco na estabilização da via aérea, respiração e circulação. Após essa fase crucial, a decisão de transferir o paciente para um centro de queimados especializado é fundamental para garantir o manejo adequado de lesões complexas e prevenir complicações. A indicação de transferência para um centro de referência é baseada em critérios bem definidos, que incluem a extensão e profundidade da queimadura, localização (face, mãos, pés, genitália, períneo, grandes articulações), tipo de queimadura (elétrica, química, inalatória), idade do paciente e presença de comorbidades ou trauma associado. Queimaduras de segundo grau em adultos com mais de 10% da superfície corporal queimada (SCQ) já são um critério importante. O transporte de pacientes queimados graves deve ser cuidadosamente planejado e executado. É imperativo que o paciente seja acompanhado por uma equipe médica qualificada, em uma ambulância equipada com recursos de suporte avançado de vida, incluindo a capacidade de assistência ventilatória. Isso garante que qualquer intercorrência durante o trajeto, como piora respiratória ou choque, possa ser prontamente manejada, otimizando as chances de um bom prognóstico. A estabilização pré-transporte é tão importante quanto o próprio transporte.
Critérios incluem queimaduras de segundo grau >10% SCQ em adultos, queimaduras de terceiro grau, queimaduras em face, mãos, pés, genitália, períneo ou grandes articulações, queimaduras elétricas/químicas, lesão inalatória, queimaduras em pacientes com comorbidades e trauma associado.
Pacientes com queimaduras graves, especialmente com lesão inalatória, podem desenvolver rapidamente insuficiência respiratória, edema de vias aéreas ou pneumotórax, exigindo suporte ventilatório imediato durante o transporte para manter a oxigenação e ventilação.
A transferência deve ser realizada após a estabilização inicial do paciente (via aérea, respiração, circulação, controle da dor e início da fluidoterapia), garantindo que o paciente esteja em condições seguras para o transporte, minimizando riscos durante o trajeto.
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