FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022
A lesão pulmonar aguda associada à transfusão (transfusional related acute lung lesion injury - TRALI), é uma complicação clínica grave relacionada à transfusão de hemocomponentes contendo plasma. Embora a etiopatogenia ainda não tenha sido bem esclarecida postula-se que a trali e esteja relacionada com a infusão de anticorpos contra antígenos leucocitários (classes I. ou ii). São eventos comuns identificados neste tipo de reação clínica:
TRALI = Hipoxemia + Dispneia + Febre + Hipotensão + EAP não cardiogênico pós-transfusão.
TRALI é uma complicação grave da transfusão caracterizada por edema pulmonar não cardiogênico, hipoxemia e dispneia, geralmente acompanhada de febre e hipotensão. É crucial diferenciá-la de sobrecarga circulatória associada à transfusão (TACO), que cursa com EAP cardiogênico e hipertensão.
A Lesão Pulmonar Aguda Associada à Transfusão (TRALI) é uma das complicações mais graves e potencialmente fatais da transfusão de hemocomponentes, especialmente aqueles ricos em plasma. Caracteriza-se por um início agudo de insuficiência respiratória hipoxêmica e edema pulmonar não cardiogênico, ocorrendo geralmente dentro de 6 horas após o término da transfusão. Os eventos clínicos mais comuns na TRALI incluem hipoxemia grave, dispneia súbita, taquipneia, febre e hipotensão. A radiografia de tórax tipicamente revela infiltrados pulmonares bilaterais, compatíveis com edema pulmonar. A fisiopatologia envolve a ativação de neutrófilos no leito capilar pulmonar, frequentemente mediada por anticorpos anti-HLA ou anti-HNA presentes no plasma do doador, que reagem com antígenos do receptor, ou por mediadores biológicos acumulados nos produtos sanguíneos. É crucial diferenciar a TRALI de outras reações transfusionais, como a sobrecarga circulatória associada à transfusão (TACO), que também causa edema pulmonar, mas de origem cardiogênica e geralmente associada à hipertensão e sinais de insuficiência cardíaca. O manejo da TRALI é primariamente de suporte, com oxigenoterapia, ventilação mecânica se necessário, e medidas para manter a estabilidade hemodinâmica. A prevenção envolve a utilização de plasma de doadores masculinos ou mulheres nulíparas para reduzir o risco de anticorpos anti-HLA.
Os principais critérios incluem início agudo de hipoxemia (PaO2/FiO2 < 300 ou saturação < 90% em ar ambiente), infiltrados pulmonares bilaterais na radiografia de tórax, ausência de evidência de sobrecarga circulatória (EAP não cardiogênico) e ocorrência dentro de 6 horas da transfusão.
A fisiopatologia da TRALI envolve uma "teoria de dois golpes". O primeiro golpe é uma condição clínica pré-existente do paciente que predispõe à inflamação pulmonar. O segundo golpe é a transfusão de hemocomponentes contendo anticorpos anti-HLA ou anti-HNA do doador, que ativam neutrófilos no leito pulmonar, levando à liberação de mediadores inflamatórios e dano endotelial.
TRALI cursa com edema pulmonar não cardiogênico, hipotensão e ausência de sinais de sobrecarga volêmica, enquanto TACO apresenta edema pulmonar cardiogênico, hipertensão, distensão de jugulares, e sinais de insuficiência cardíaca congestiva, ambos ocorrendo em até 6 horas pós-transfusão.
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