PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Gestante de 21 anos, primigesta, comparece à UBS acompanhada do parceiro para 2ª consulta de pré-natal. Idade gestacional de 14 semanas pela DUM, concordante com US realizado há uma semana. Na 1ª consulta realizou teste rápido para sífilis, HIV, hepatite B e hepatite C, todos negativos. Resultado de exames realizados há 20 dias: Hemograma: Hb 11,3g/dL; Hct 34,2%; VCM 85fL; Leucócitos totais 10.000/mm³; Plaquetas 340.000/mm³; Glicemia de Jejum: 72mg/dL; Sorologia para toxoplasmose: IgG positiva e IgM negativa; Urocultura sem crescimento bacteriano; Grupo sanguíneo A / Fator Rh positivo; Eletroforese de hemoglobina: padrão AS; Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico e a conduta MAIS ADEQUADOS.
Gestante com eletroforese AS = Traço Falciforme. É condição benigna, acompanhamento pré-natal na atenção básica.
O padrão AS na eletroforese de hemoglobina indica traço falciforme, uma condição benigna e assintomática que não é a doença falciforme. Em gestantes, o traço falciforme geralmente não representa risco adicional significativo e o acompanhamento pode ser mantido na atenção básica, com atenção ao parceiro para aconselhamento genético.
A eletroforese de hemoglobina é um exame crucial no pré-natal para rastrear hemoglobinopatias. No caso apresentado, o padrão AS indica que a gestante é portadora do traço falciforme. O traço falciforme é uma condição benigna, onde o indivíduo possui um alelo para hemoglobina A (normal) e um alelo para hemoglobina S (falciforme). Diferente da doença falciforme (anemia falciforme, que é a forma homozigótica SS ou heterozigota composta), o traço falciforme geralmente não causa sintomas clínicos significativos e não é considerado uma doença. Para a gestante com traço falciforme, o acompanhamento pré-natal pode ser mantido na atenção básica, pois essa condição por si só não eleva o risco gestacional a ponto de exigir atenção especializada. É fundamental, contudo, que o parceiro também seja rastreado para hemoglobinopatias. Se o parceiro também for portador do traço falciforme (AS) ou de outra hemoglobinopatia, há risco de o feto herdar a doença falciforme (SS, SC, Sbeta-talassemia), o que exigiria aconselhamento genético e acompanhamento mais específico. Portanto, o diagnóstico correto é traço falciforme, e a conduta mais adequada é manter o acompanhamento na atenção básica, com a ressalva de investigar o parceiro para aconselhamento genético. Não há indicação de encaminhamento automático para atenção especializada apenas pelo traço falciforme, a menos que existam outras comorbidades ou complicações gestacionais.
O padrão AS indica que a gestante é portadora do traço falciforme, ou seja, possui um gene para hemoglobina A e um gene para hemoglobina S. É uma condição benigna, geralmente assintomática, e não a doença falciforme.
A gestante com traço falciforme pode ter seu pré-natal mantido na atenção básica, pois o traço falciforme não é considerado uma condição de alto risco. É importante, no entanto, rastrear o parceiro para aconselhamento genético e avaliar o risco para o feto.
O traço falciforme (AS) é a condição de portador heterozigoto, geralmente assintomática. A doença falciforme (SS ou outras combinações como SC, Sbeta-talassemia) é a condição homozigota ou heterozigota composta, que causa a patologia clínica grave da anemia falciforme.
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