CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2025
Qual paciente melhor se beneficiaria pela cirurgia mostrada abaixo?
Hipotonia + Fístula hiperfiltrante pós-trabeculectomia → Necessidade de revisão cirúrgica/sutura.
A correção de bolhas hiperfiltrantes é essencial para evitar a maculopatia hipotônica e o descolamento de coroide, restaurando a pressão intraocular segura.
A trabeculectomia é a cirurgia filtrante padrão para o glaucoma, criando uma via alternativa de drenagem para o humor aquoso. O equilíbrio entre a filtração e a resistência do flap escleral é delicado. Quando a resistência é insuficiente, ocorre a hiperfiltração. O tratamento inicial pode ser conservador (curativo compressivo, lentes de contato terapêuticas), mas casos persistentes com hipotonia sintomática exigem revisão cirúrgica para reforço da sutura do flap escleral. O reconhecimento precoce da atalamia e do descolamento de coroide é vital para o sucesso do procedimento a longo prazo.
Caracteriza-se por uma drenagem excessiva de humor aquoso através do flap escleral, resultando em pressão intraocular muito baixa (hipotonia, geralmente < 6 mmHg) e uma bolha filtrante exuberante, muitas vezes associada a atalamia (câmara anterior rasa).
A hipotonia crônica pode levar à maculopatia hipotônica (dobras na retina e coroides), edema de papila e descolamento de coroide seroso ou hemorrágico, resultando em perda visual severa e irreversível se não tratada.
O sinal de Seidel positivo indica um vazamento externo (fístula conjuntival), onde o humor aquoso atravessa a conjuntiva. Na hiperfiltração, o líquido sai do olho para o espaço subconjuntival corretamente, mas em volume excessivo pelo flap escleral frouxo.
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