CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015
Qual a complicação tardia da trabeculectomia tornou-se mais frequente com o uso de mitomicina C?
Mitomicina C aumenta o sucesso da trabeculectomia, mas gera bolhas finas e avasculares propensas à blebite.
O uso de antimetabólitos como a Mitomicina C (MMC) inibe a cicatrização fibroblástica, resultando em bolhas filtrantes mais frágeis e suscetíveis a infecções tardias.
A trabeculectomia continua sendo o padrão-ouro cirúrgico para o glaucoma, e a introdução da Mitomicina C elevou significativamente as taxas de sucesso pressórico. No entanto, o cirurgião deve equilibrar a eficácia com o risco de complicações tardias. A blebite é uma preocupação constante no acompanhamento de longo prazo, exigindo que o paciente seja orientado sobre sinais de alerta como vermelhidão e secreção ocular.
A blebite é uma infecção bacteriana limitada à bolha filtrante criada na trabeculectomia. O uso de Mitomicina C (MMC) inibe a proliferação de fibroblastos e a vascularização, criando uma bolha de parede muito fina e translúcida. Essa fragilidade tecidual facilita a transmigração de bactérias da flora conjuntival para o interior da bolha.
Uma blebite pode evoluir rapidamente para uma endoftalmite associada à bolha (bleb-related endophthalmitis), uma condição grave que ameaça a visão. Os sintomas incluem dor, hiperemia ocular intensa, hipópio e redução da acuidade visual, exigindo tratamento imediato com antibióticos fortificados.
Sim. Além da blebite, o uso de MMC está associado a uma maior incidência de hipotonia ocular crônica, vazamentos da bolha (Seidel positivo tardio), maculopatia hipotônica e catarata. A bolha tende a ser mais 'cística' e avascular comparada às cirurgias sem antimetabólitos.
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