PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023
Paciente primigesta, interna em trabalho de parto. G2C1, idade gestacional de 38 semanas. Sobre o evoluir do trabalho de parto assinale a CORRETA:
Primigesta: fase ativa do trabalho de parto > 12h ou dilatação < 1 cm/h = trabalho de parto prolongado.
Em primigestas, o trabalho de parto é considerado prolongado se a fase ativa (a partir de 6 cm de dilatação) durar mais de 12 horas ou se a dilatação cervical for inferior a 1 cm por hora. A opção A descreve um trabalho de parto de 13 horas que resultou em parto normal, o que se encaixa na definição de trabalho de parto prolongado, mas não necessariamente patológico se houver progressão.
O trabalho de parto é um processo fisiológico complexo, e sua duração pode variar significativamente entre gestantes, especialmente entre primigestas e multíparas. Para uma primigesta, a fase latente pode ser mais longa, e a fase ativa, que se inicia a partir de 6 cm de dilatação cervical, geralmente progride a uma taxa de pelo menos 1,2 cm/hora. O monitoramento dessa progressão é feito através do partograma. Um trabalho de parto prolongado é uma distocia de progressão que ocorre quando a duração excede os limites esperados. Em primigestas, a fase ativa que se estende por mais de 12 horas é considerada prolongada. É importante diferenciar um trabalho de parto prolongado de uma parada de progressão, onde não há alteração na dilatação ou descida fetal por um período definido, o que frequentemente indica a necessidade de intervenção, como a cesariana. Apesar de prolongado, um trabalho de parto pode ainda evoluir para um parto vaginal bem-sucedido, desde que haja alguma progressão e ausência de sofrimento fetal ou materno. As alternativas que descrevem parada de dilatação ou desproporção céfalo-pélvica são indicações para cesariana, enquanto a falha de indução se refere à incapacidade de iniciar o trabalho de parto, não ao seu prolongamento após o início.
Em primigestas, a fase latente pode durar até 20 horas, e a fase ativa (a partir de 6 cm de dilatação) geralmente progride a uma taxa de 1,2 cm/hora, com duração total variável, mas geralmente não excedendo 12 horas na fase ativa.
Um trabalho de parto é considerado prolongado quando a fase ativa se estende por mais de 12 horas em primigestas ou quando a dilatação cervical não progride adequadamente (menos de 1 cm/hora).
As causas incluem contrações uterinas inadequadas (hipoatividade uterina), desproporção céfalo-pélvica, má-posição fetal, analgesia epidural precoce e estresse materno.
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