PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2024
Gestante, 30 anos de idade, G3P2A0, todos os partos normais, porém prematuros. Vem à maternidade, com 29 semanas gestacionais, em franco trabalho de parto. Ao exame físico: bolsa íntegra e colo dilatado 2,5cm, apagado 50% e centralizado. Apresentação cefálica. BCF: 144bpm.Com base no caso, indique a conduta inicial:
TPP < 34 semanas com colo dilatado → Internar, tocólise IV, corticoide e neuroproteção (se <32s).
Em trabalho de parto prematuro com dilatação cervical antes de 34 semanas, a conduta inicial é internar, iniciar tocólise intravenosa para inibir as contrações, administrar corticoides para maturação pulmonar fetal e considerar neuroproteção fetal.
O trabalho de parto prematuro (TPP) é definido pela ocorrência de contrações uterinas regulares e modificações cervicais (dilatação e/ou apagamento) antes de 37 semanas completas de gestação. É a principal causa de morbimortalidade neonatal, e o manejo adequado visa prolongar a gestação para permitir a maturação fetal e o transporte intraútero para um centro de referência, se necessário. No caso de uma gestante com 29 semanas e dilatação cervical de 2,5 cm, o diagnóstico de TPP é confirmado. A conduta inicial deve ser a internação hospitalar e o início da tocólise por via intravenosa, que é a forma mais eficaz de inibir as contrações uterinas e prolongar a gestação. Os tocolíticos mais comuns incluem beta-agonistas, antagonistas dos receptores de ocitocina e, em alguns protocolos, bloqueadores de canais de cálcio. Concomitantemente à tocólise, é fundamental administrar corticoides (betametasona ou dexametasona) para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a incidência e gravidade da síndrome do desconforto respiratório neonatal. Além disso, em gestações com menos de 32 semanas, o sulfato de magnésio deve ser considerado para neuroproteção fetal, diminuindo o risco de paralisia cerebral.
A tocólise é indicada para inibir as contrações uterinas em gestações entre 24 e 34 semanas, com trabalho de parto prematuro diagnosticado e colo uterino dilatado, a fim de prolongar a gestação e permitir a administração de corticoides para maturação pulmonar fetal.
Os principais tocolíticos intravenosos incluem beta-agonistas (terbutalina), antagonistas dos receptores de ocitocina (atosiban) e bloqueadores dos canais de cálcio (nifedipino, embora mais comum por via oral, pode ser usado IV em algumas situações).
Além da tocólise, são essenciais a administração de corticoides (betametasona ou dexametasona) para acelerar a maturação pulmonar fetal e, em gestações < 32 semanas, sulfato de magnésio para neuroproteção fetal.
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